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Polícia

Imóveis de luxo do ex-major Carvalho comprados em esquema de lavagem de dinheiro são alvos da PF

Um imóvel foi sequestrado durante a ação
Arquivo -
Imóveis de luxo eram comprados com dinheiro do tráfico
Imóveis de luxo eram comprados com dinheiro do tráfico

Nesta terça-feira (15), Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e também o sequestro de um imóvel de luxo na Operação Vertigem, que é um desdobramento da Operação Enterprise, a maior ação realizada em 2020. Os apartamentos de alto padrão seriam de Sérgio Roberto de Carvalho, o ‘Major Carvalho’, ex-policial militar de Mato Grosso do Sul.

De acordo com a PF, a operação foi realizada para desarticular o esquema de lavagem de dinheiro da organização criminosa. O grupo negociava a compra dos apartamentos de alto padrão em Balneário Camboriú (SC), com dinheiro do tráfico internacional de drogas.

Ao todo foram expedidos 5 mandados de busca e apreensão, cumpridos em Itajaí (SC), Balneário Camboriú (SC) e Arapongas (PR). Também foi decretado o sequestro de um imóvel de luxo. Conforme a PF, as investigações apontaram que os imóveis foram comprados mediante negócios fraudulentos.

Além disso, os imóveis eram subfaturados e foram usados ‘laranjas’, como forma de ocultar a identidade do real comprador, ‘Major Carvalho’. Ele é apontado como narcotraficante internacional, chefe do grupo criminoso e responsável pela remessa de vários carregamentos de cocaína para a Europa, pelo Porto de Paranaguá (PR).

Em um dos imóveis foi identificado envolvimento da construtora responsável pelo empreendimento. Isso, porque a empresa recebeu grande quantia de dinheiro em espécie sem formalizar contratualmente a venda do imóvel, nem mesmo comunicou os órgãos competentes.

Sérgio Roberto de Carvalho está foragido desde a Operação Enterprise, realizada em 2020. Na Europa, inclusive, houve uma declaração de falecimento do acusado, que segue procurado pela Interpol.

Operação Enterprise

Ao todo, foram expedidas 215 ordens judiciais, sendo 66 mandados de prisão e 149 de busca e apreensão. No dia da operação, foram cumpridas 40 prisões, sendo três delas fora do país. Outros envolvidos, foragidos, continuam sendo presos pela Polícia Federal. No entanto, o líder da organização criminosa até hoje não foi localizado.

Ainda foram apreendidos 200 quilos de cocaína, além de 61 veículos, 5 motocicletas, 4 caminhões e 1 jet-ski. Já o patrimônio bloqueado, em imóveis, carros de luxo, joias e aeronaves, está avaliado em aproximadamente R$ 400 milhões. Só entre as aeronaves, foi realizado sequestro de 37, uma delas na Espanha, avaliada em US$ 20 milhões.

Também foram apreendidas 16 armas de fogo, um simulacro e 507 munições. Já o dinheiro encontrado durante a operação totalizou R$ 1.141.002,00, U$ 169.352,00, € 9.000,00 e 1.120 Dirham (moeda dos Emirados Árabes Unidos).

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