Alex Bogado Segovia, de 32 anos, acusado de ter assassinado a facadas o próprio cunhado, Éder Montania, em dezembro de 2018, foi condenado por homicídio doloso simples a 6 anos de , durante julgamento nesta terça-feira (4) no Tribunal do em . A pena deve iniciar em regime semiaberto.

O condenado foi mantido em liberdade, pois, segundo decisão, não estão presentes os fundamentos que determinam a decretação da prisão preventiva.

“Tudo mudou depois disso, é muito difícil até hoje não ter ele por perto. A saudade dói. Ver o Alex também não é fácil, ele não chegou a ficar preso e Eder era o irmão mais velho”, disse Hingrid Gabriele Montania, de 18 anos, ao Jornal Midiamax enquanto aguardava o julgamento nesta manhã. A mãe de Eder não compareceu ao julgamento por ainda estar muito abalada psicologicamente pela morte do filho.

Acusado de matar o cunhado

O autor é marido da irmã da vítima. Na data do crime, Éder estava com a esposa e haviam passado de carro na frente da casa de sua irmã. Resolveram descer e na companhia de outro casal de amigos começaram a beber. Em certo momento, o casal de amigos foi embora, em seguida iniciou uma discussão entre Alex e Éder.

Éder então chamou a esposa para ir embora, quando sua irmã pediu para que ficassem mais. Alex então passou a discutir e agredir a sua esposa, irmã da vítima.

Para defender a irmã, Éder trocou agressões com o cunhado, momento em que Alex se apossou de uma e desferiu os golpes. Éder morreu no local, antes da chegada do socorro. O cunhado fugiu do local com a esposa.

O autor se apresentou com advogada na delegacia e afirmou que agiu em legítima defesa. Em seu relato, Éder e a esposa chegaram a sua casa já bêbados e alterados. Depois começou a falar mal de um amigo do acusado quando iniciaram uma discussão. Éder teria chamado Alex de otário e vagabundo, quando a vítima teria desferido um soco em sua boca e então iniciaram as agressões.

Em seguida, lembrou de uma faca que carrega na porta de seu carro, que estava estacionado em frente de casa e a pegou. A vítima teria insistido nas agressões quando desferiu os golpes. Após o crime, disse que fugiu para a chácara de sua avó em Anhanduí.