Homem de 27 anos que sofreu uma tentativa de execução na noite da última segunda-feira (20), no Itamaracá, em , vai ficar preso preventivamente. A prisão foi decretada na audiência de custódia, nesta quarta-feira (22).

Com três mandados de prisão em aberto e cumprindo pena por e receptação — com mais de três anos remanescentes — ele vai ficar preso. Após a tentativa de execução, o rapaz foi socorrido em estado grave pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e está escoltado na Santa Casa.

Na decisão, foi pontuado que ele cometeu crime de porte irregular de de fogo. Dentro do carro alvo dos disparos foram encontradas duas balaclavas, munições, uma pistola 9mm e uma pistola 380.

Amigo foi morto a tiros

João Paulo Albuquerque, de 28 anos, executado a no Itamaracá, em Campo Grande, tinha várias passagens pela polícia. Roubo majorado, onde ele acabou fazendo uma família refém, porte de arma e lesão corporal dolosa.

Em três meses, João Paulo participou de quatro roubos, sendo que em um deles manteve uma família refém. Os crimes foram praticados entre os meses de fevereiro e abril de 2018. João também tinha passagens por tráfico.

Em um dos roubos, no dia 12 de abril de 2018, ele invadiu uma residência com mais dois comparsas, todos encapuzados. Na casa, estavam o casal e as crianças. O casal foi amarrado com fios de arame e obrigado a ficar olhando para o chão. Os criminosos estavam atrás de R$ 60 mil que achavam que havia dentro de um cofre, mas só havia o valor de R$ 6 mil.

João e seus comparsas ainda tomaram suco na casa das vítimas e fizeram o morador beber pinga com eles. Foram levados da casa vários objetos, como televisões, notebooks e celulares.

Perseguição e execução

Os atiradores estavam em uma motocicleta, fugiram logo após o crime e não foram identificados. Do local, foram recolhidas cerca de 13 cápsulas. Dentro do carro estava uma arma, duas balaclavas. No interior do veículo, foram localizados três projéteis, além de um par de luvas de cor preta e dois aparelhos celulares — sendo um . O carro usado pelas vítimas não tinha restrição de furto ou roubo.