Polícia

Encontrado morto ao lado da cama em chamas não tinha ferimentos pelo corpo

Vítima era caçula de 11 irmãos

Renata Portela e Danielle Errobidarte Publicado em 02/01/2022, às 09h38

Zildo foi encontrado morto ao lado da cama em chamas
Zildo foi encontrado morto ao lado da cama em chamas - (Foto: Leonardo de França, Midiamax)

Zildo Pereira da Silva, de 47 anos, encontrado morto em casa na noite de sábado (1º) não tinha ferimentos pelo corpo, segundo relato do Corpo de Bombeiros para a família. Apesar da poça de sangue encontrada ao lado da vítima, a suspeita é de morte natural, mas a família ainda estranha o incêndio no colchão da vítima.  

O irmão Alberto Pereira da Silva, de 59 anos, contou ao Midiamax que Zildo vivia em uma casa no terreno que pertence à mãe deles, de 84 anos. Caçula de outros 11 irmãos, Zildo morava sozinho no local e foi encontrado já sem vida pela irmã e sobrinho, que vivem com a mãe na casa da frente.

Ainda segundo Alberto, o irmão fazia uso de bebidas alcoólicas e também era fumante. Os bombeiros que foram ao local teriam dito que a causa da morte pode ser cirrose e que Zildo não tinha ferimentos pelo corpo. A família acredita que a casa não foi invadida, mas estranha o incêndio que tomou conta do colchão da vítima.

Na noite de sábado, a mãe de Zildo fez janta e pediu para a filha chamar o irmão. Foi neste momento que a irmã percebeu a fumaça na casa do caçula e, ao chegar no local, encontrou a cama em chamas e o irmão caído ao lado, enrolado em uma coberta. As chamas foram contidas pela mulher e pelo filho dela, que acionaram os bombeiros e Polícia Militar.

Alberto relatou que Zildo era esquizofrênico e que tinha problemas com bebida, que costumava frequentar bares e pedia dinheiro para beber, mas que nunca furtou ou arrumou confusão com os vizinhos por conta do alcoolismo. Ele também já chegou a ser internado algumas vezes, mas acabava fugindo.

O irmão mais velho faleceu há aproximadamente 10 meses, em decorrência de problemas com bebidas alcoólicas. A polícia investiga o falecimento de Zildo e o caso é tratado como morte a esclarecer. A família relatou que ele não tinha brigas ou desafetos e não acredita em morte violenta.

Jornal Midiamax