Foi condenado por tentativa de evasão de divisa o terrorista Cesare Battisti, já condenado à prisão perpétua pela Justiça Italiana. Ele respondia pelo crime após ser detido na fronteira entre Corumbá e Bolívia, a 444 quilômetros de Campo Grande, em 2017.

A sentença é da 3ª Vara Federal de Campo Grande. O MPF (Ministério Público Federal) denunciou Battisti pela tentativa de evasão de divisa. Isso, porque em outubro de 2017, ele foi flagrado na divisa com a Bolívia, tentando fugir com 6 mil dólares e também 1,3 mil euros.

Ele saiu de São Paulo no dia 3 de outubro daquele ano, dormiu em Campo Grande e foi para Corumbá na manhã do dia 4. No entanto, foi abordado por agentes da Polícia Federal em um táxi, alegando que viajaria para pescar e fazer compras. Ele acabou preso em flagrante.

Cesare acabou condenado a um ano, 11 meses e 10 dias de reclusão em regime semiaberto. Após a prisão em Mato Grosso do Sul, ele chegou a se evadir para a Bolívia, onde acabou preso em 2019 e extraditado para o Brasil. Hoje, cumpre pena na Itália, onde tem condenação perpétua por crime de terrorismo.

Condenado pela Justiça Italiana

Cesare, hoje aos 67 anos, foi condenado pela justiça italiana em 1987 por terrorismo, com restrição de luz solar, pelo suposto envolvimento em quatro homicídios, além de assaltos e outros delitos menores.  É considerado terrorista pelo Estado italiano, embora o delito de terrorismo não seja tipificado na legislação italiana.

Em razão da extradição ser autorizada apenas mediante decreto, em dezembro de 2009 o então presidente Lula (PT) decidiu pela não extradição de Cesare, que na época estava detido no Complexo Penitenciário da Papuda. A soltura dele veio por meio de decisão do STF em junho de 2011. Desde então, ele vivia em liberdade no Brasil.