Polícia

Advogado é preso em MS após tentar matar colega durante partida de truco

O suspeito atirou 9 vezes contra a casa do ‘amigo’ e quase matou o enteado da vítima

Anna Gomes Publicado em 04/01/2022, às 14h32

As armas foram apreendidas no escritório do advogado.
As armas foram apreendidas no escritório do advogado. - Divulgação/ PC

Um advogado foi preso na manhã desta terça-feira (4) após supostamente atirar contra a casa de um homem com quem teve um desentendimento durante uma partida de truco. A tentativa de homicídio aconteceu no dia 19 de dezembro, em Selvíria, município distante aproximadamente 400 quilômetros de Campo Grande.

Nesta manhã, a Polícia Civil de Selvíria cumpriu mandado de prisão preventiva contra o suspeito, que é advogado e seria atuante na cidade. Os policiais realizaram duas buscas domiciliares — uma na casa e outra no escritório do suspeito.

Segundo a Polícia, no dia 19 de dezembro de 2021, o advogado teria se desentendido com um colega, durante uma partida de truco. Depois da confusão, o suspeito foi até a casa da vítima e atirou nove vezes. As cápsulas foram encontradas ainda no local, e as marcas de tiro foram submetidas à perícia.

O advogado suspeito teria mirado os tiros em uma pessoa na parte externa da casa, acreditando ser o homem com quem havia discutido minutos antes na partida de baralho, mas as investigações confirmaram que se tratava do enteado da vítima. Como estava escuro, ele atirou em direção à pessoa errada, que se abrigou no interior da residência.

O suspeito errou os tiros e as vítimas passam bem. Porém, as investigações indicaram que no dia seguinte ele teria passado a ameaçar testemunhas para tentar se livrar da responsabilidade.

Foi encontrada uma arma de fogo registrada no nome do suspeito, do mesmo calibre das munições encontradas na casa da vítima, e teria ido com o próprio carro até o local do crime. A arma foi encontrada em seu escritório, sendo as buscas acompanhadas por dois representantes da Ordem dos Advogados do Brasil.

As investigações seguem em relação ao crime de coação no curso do processo, e enquanto estiver preso o advogado permanece à disposição do Poder Judiciário, sendo indiciado pelo crime de homicídio qualificado pelo motivo fútil e por dificultar a defesa da vítima.

Jornal Midiamax