Tenente-coronel da PM envolvido na máfia dos cigarreiros ‘aposenta’ com salário de R$ 23 mil

Nesta terça-feira (19), foi publicado no Diário Oficial do Estado a transferência para a reserva remunerada do tenente-coronel Wesley Freire de Araújo. Ex-comandante do Batalhão de Naviraí, o policial militar foi alvo de operação contra a máfia dos cigarreiros e é réu em processo por corrupção passiva. A publicação é assinada pelo diretor presidente da […]
| 19/01/2021
- 16:17
Tenente-coronel da PM envolvido na máfia dos cigarreiros ‘aposenta’ com salário de R$ 23 mil
Tenente-coronel Wesley Freire (Arquivo) - Tenente-coronel Wesley Freire (Arquivo)

Nesta terça-feira (19), foi publicado no Diário Oficial do Estado a transferência para a reserva remunerada do tenente-coronel Wesley Freire de Araújo. Ex-comandante do Batalhão de Naviraí, o policial militar foi alvo de operação contra a máfia dos cigarreiros e é réu em processo por corrupção passiva.

A publicação é assinada pelo diretor presidente da Ageprev (Agência de Previdência Social de ), Jorge Oliveira Martins. Assim, o tenente-coronel Wesley foi transferido para a reserva remunerada da Polícia Militar, com proventos integrais e paridade.

Conforme o Portal da Transparência, atualmente o militar recebe salário de R$ 23.766. Ele foi alvo de operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em maio de 2020, chegou a ser preso e assim acabou removido do comando do Batalhão de Naviraí. Após alguns meses, ele teve a prisão preventiva revogada.

Corrupção e máfia

Na ação em que Wesley foi preso, sete mandados de prisão foram cumpridos em várias cidades do Estado. Os alvos eram servidores da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e ), como policiais de alta patente da PMMS.

Todos estavam lotados, com altos salários, em cargos estratégicos de comando em unidades policiais na região do Conesul, por onde a chamada ‘máfia dos cigarreiros’ teria intensificado as operações criminosas após a Operação Oiketikus, que já tinha prendido 29 servidores da Sejusp em 2018.

O esquema de corrupção continuou, segundo apontam as investigações do Gaeco, com forte participação de integrantes da Polícia Militar sul-mato-grossense para facilitar a atuação de contrabandistas de cigarro do Paraguai.

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