Polícia

Sequestro de ex-vice-presidente do Paraguai completa 150 dias e família cobra ação da polícia

Sequestrado em 9 de setembro do ano passado, o ex-vice-presidente do Paraguai, Óscar Denis já completa 150 dias cativeiro e até agora a polícia não tem nenhuma informação sobre o seu paradeiro. Com críticas às autoridades, uma das filhas disse que falta vontade política do Executivo, do Judiciário e até do Legislativo. Beatriz Denis, uma […]

Marcos Morandi Publicado em 05/02/2021, às 11h46 - Atualizado às 11h48

O ex-vice-presidente do Paraguai foi retirado de sua caminhonete na fronteira com o MS. (Foto: Divulgação)
O ex-vice-presidente do Paraguai foi retirado de sua caminhonete na fronteira com o MS. (Foto: Divulgação) - O ex-vice-presidente do Paraguai foi retirado de sua caminhonete na fronteira com o MS. (Foto: Divulgação)

Sequestrado em 9 de setembro do ano passado, o ex-vice-presidente do Paraguai, Óscar Denis já completa 150 dias cativeiro e até agora a polícia não tem nenhuma informação sobre o seu paradeiro. Com críticas às autoridades, uma das filhas disse que falta vontade política do Executivo, do Judiciário e até do Legislativo.

Beatriz Denis, uma das filhas do ex-vice-presidente Óscar Denis, voltou a pedir nesta sexta-feira junto com suas irmãs a libertação de seu pai após o 150º dia após seu sequestro, em 9 de setembro de 2020. Ela garantiu que “há um pouco falta de vontade política ”e instou os três poderes do Estado a coordenar ações para encontrar ou descobrir algo sobre o político liberal. Até hoje, as informações que receberam são nulas.

“O fato de os três paraguaios permanecerem em cativeiro é responsabilidade do Governo. Eles deveriam nos dar tudo sem nem mesmo pedir. Pedimos que os três poderes do Estado coordenem as ações ”, disse Beatriz Denis em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (5).

As filhas de Denis reiteraram que não sabem nada sobre o pai e que ainda aguardam os resultados. “É hora de saber algo sobre o papai, pedimos que cumpram, porque obedecemos. Ainda estamos esperando os resultados. As autoridades se dedicam mais a seus interesses partidários, mas continuamos esperando. Temos esperança. Deus nos dá força para sermos firmes na luta diária ”, ponderou Beatriz.

A filha, segundo informações do ABC Color, lamentou, ainda, que as informações sobre o sequestro ou sobre seu pai sejam quase nulas. “Para nós, um adiantamento seria ter informações sobre o papai ou o outro sequestrado. Não avançamos, não temos nada. Eu sei que eles estão visitando, conversando com as comunidades, mas não temos nada. A família vai continuar exigindo, vendo outras alternativas para poder encontrar o nosso pai ”, destacou.

Entenda o caso

Denis foi levado pela autodenominada Brigada Indígena do EPP (Exército Popular Paraguaio) em 9 de setembro de 2020. O sequestro ocorreu quando o ex-político liberal dirigia sua caminhonete em uma estrada interna de sua fazenda Tranquerita, localizada no departamento de Amambay, jurisdição do município de Bella Vista Norte, na fronteira com Bela Vista, no Mato Grosso do Sul.

No momento do sequestro, Denis estava com Adelio Mendoza, um trabalhador indígena que foi obrigado pelos sequestradores a acompanhar seu patrão. Entretanto, após cinco dias em cativeiro, em 14 de setembro o nativo foi solto. Segundo o que Mendoza havia dito naquela tarde, o ex-vice-presidente da República ainda estava vivo em cativeiro.

Jornal Midiamax