Polícia

Réu tenta ‘presentear’ assessora de juiz com perfume e vai preso por corrupção ativa

Homem responde processo por violência doméstica

Renan Nucci Publicado em 31/05/2021, às 17h16

Réu recorreu ao TJMS
Réu recorreu ao TJMS - Arquivo

No próximo dia 10 de junho, a 1ª Câmara Criminal do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) julgará o pedido de habeas corpus feito pela defesa de um preso, que está sendo investigado por corrupção ativa. Ele teria ‘oferecido presentes’ à assessora do juiz de uma comarca do interior do estado, na tentativa de convencê-la a beneficiá-lo em futuras decisões. A servidora, no entanto, levou o caso a conhecimento da Polícia Civil. Detalhes não foram divulgados porque o processo corre em segredo.

Entenda o caso

Conforme apurado pelo Midiamax, o investigado já vinha respondendo a um processo por violência doméstica e, em janeiro deste ano, foi preso por descumprimento de medidas protetivas, depois de ir ao local da ex-mulher e discutir com ela. Por pouco ele não a agrediu. Naquela ocasião, ele foi preso, mas posteriormente foi beneficiado por revogação da prisão preventiva. Neste sentido, no início do mês de maio foi até a residência da servidora a fim de presenteá-la.

Ele estava com perfume e cosméticos avaliados em R$ 1 mil  e alegou que apenas queria agradecê-la por ajudá-lo a sair da cadeia. Contudo, além de não tê-lo ajudado, a decisão não teve interferência alguma da servidora, já que é de competência apenas do juiz. Neste sentido, constrangida com a situação, jpois não havia feito nada que motivasse tais atos por parte do investigado, a assessora rejeitou os presentes. Mesmo assim o homem insistiu e colocou os objetos para dentro da casa dela. 

Ela, por sua vez, acionou as autoridades competentes, conforme informações obtidas. O homem acabou preso e as suspeitas são de que, na verdade, ele estivesse tentando oferecer alguma vantagem à servidora a fim de que, no futuro, ela pudesse beneficiá-lo de alguma forma. A defesa recorre desta prisão alegando que ele é réu primário, tem residência fixa e trabalho lícito, bem como não oferece risco à ordem pública.

Jornal Midiamax