Polícia

Quatro são condenados a mais de 100 anos por decapitação em tribunal do crime em Campo Grande

Em fevereiro deste ano, Adriano Hilário dos Santos, também acusado pelo crime, foi condenado

Diego Alves Publicado em 26/05/2021, às 22h18 - Atualizado às 22h18

Vítima encontrada morta no Céuzinho (arquivo Midiamax)
Vítima encontrada morta no Céuzinho (arquivo Midiamax)

Quatro acusados pela morte de José Carlos Louveira Figueiredo de 41 anos, que teve o corpo encontrado decapitado e com os pés e mãos amarrados na cachoeira do Céuzinho, em Campo Grande em 2017, foram condenados a mais de 100 anos de prisão.

José foi executado pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) por comercializar drogas com a facção criminosa rival, o CV (Comando Vermelho).

Nicolas Kelvin Soares Montalvão, 22, foi condenado a 25 anos de prisão, Davyd Samuel Boaventura Salvador, 22, foi condenado a 24 anos de prisão e Denilson Bernardo Arruda, 27, e Carolina Gonçalves de Matos, 40, foram sentenciados a 27 anos de prisão.

Em fevereiro deste ano, Adriano Hilário dos Santos, também acusado pelo crime, foi condenado a 20 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado pelo crime. Atualmente,  Adriano está preso em Mossoró (RN), 

Adriano foi condenado pelo homicídio e ocultação de cadáver, sendo absolvido por integrar organização criminosa, já que responde por esse crime em outro processo. Por maioria, ele foi condenado pelos crimes, cometidos em 2017, e deve cumprir 20 anos de prisão.

Homicídio

José foi torturado e decapitado em novembro de 2017 em um tribunal do crime do PCC. Ele e mais dois filhos adolescentes foram internados em uma clínica de recuperação, quando no dia 18 de novembro, três homens invadiram o local e levaram amarrados o pai e um dos filhos.

Na época, o adolescente contou que ele e José foram levados a quatro imóveis diferentes em vários pontos da cidade, sempre amarrados e agredidos com socos e chutes, permanecendo nas mãos dos autores por aproximadamente cinco dias, sendo vigiados a todo o momento por pelo menos seis pessoas.

Após este período, foi dada ordem pelo PCC que José fosse executado e o garoto liberado. A vítima estava sendo acusada de comercializar drogas para a facção criminosa rival, o CV (Comando Vermelho).

Ainda segundo o relato, os dois foram levados até um local desconhecido quando José foi retirado do carro e executado a tiros. O adolescente disse ter ouvido os disparos. Ele ainda afirmou ter sido ameaçado de morte, caso relatasse o que havia acontecido a alguém.

Jornal Midiamax