Polícia

Preso por matar ex com 8 tiros alega vingança por descobrir novo relacionamento da jovem

Preso pelo feminicidio de Yasmin Beatriz Almeida Guedes, de 18 anos, assassinada com 8 tiros na madrugada do dia 29 de setembro do ano passado, no Jardim Colibri, em Campo Grande, nesta segunda-feira (22) Hércules Alves de Souza, de 22 anos, negou que tenha cometido o crime, mas teria agido por vingança ao descobrir o novo […]

Thatiana Melo Publicado em 23/02/2021, às 09h49 - Atualizado às 10h14

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Preso pelo feminicidio de Yasmin Beatriz Almeida Guedes, de 18 anos, assassinada com 8 tiros na madrugada do dia 29 de setembro do ano passado, no Jardim Colibri, em Campo Grande, nesta segunda-feira (22) Hércules Alves de Souza, de 22 anos, negou que tenha cometido o crime, mas teria agido por vingança ao descobrir o novo relacionamento da jovem.

Hércules foi localizado e preso próximo a Unei (Unidade Educacional de Internação) do Los Angeles, depois de uma denúncia anônima ser feita a polícia. Ele foi levado para a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) onde prestou depoimento negando o crime, mas foi indiciado por feminicidio devido as evidências, segundo a delegada Anne Karine.

Segundo a delegada, Hércules cumpria pena por roubo e quando teve a progressão cumprindo no semiaberto não voltou mais. Ele já estava em outro relacionamento como Yasmin também, mas a atraiu para uma emboscada já que tinha o intuito de assassiná-la por vingança devido a descoberta desse novo caso amoroso.

Hércules ainda disse que estava escondido o tempo todo na casa de uma tia, mas a polícia não acredita já que buscas foram feitas por ele na residência e a informação é de que terá fugido para o Paraguai.

Quando o casal estava junto, Yasmin já havia sido agredida por Hércules que ainda cortou os cabelos dela. Mas, a jovem nunca registrou um boletim de ocorrência contra ele. No dia do crime, ele teria combinado de se encontrar com Yasmin para conversar.

A jovem foi assassinada com oito tiros pelo corpo todo. Quando foi encontrada no meio da rua ainda estava com o capacete na cabeça.

O crime

No dia do crime, testemunhas disseram ter visto Yasmin de carona em uma motocicleta de cor verde ou roxa, com a lanterna traseira queimada, e que após ouvirem disparos a jovem caiu no chão e o piloto da moto teria feito a volta e depois fugido do local abandonando Yasmin.

Moradores contaram que por volta das 0h30 do dia 29 ouviram quatro disparos de arma de fogo. Quando saíram para ver o que tinha acontecido, encontraram Yasmin Beatriz caída no chão, ferida a tiros. Ela não resistiu e morreu ainda no local, nas proximidades da esquina com a Rua Clélia Santos da Rosa.

Na época, um morador contou que conhecia a jovem de vista, já que ela morava na região. Segundo ele, quando ouviu os disparos ele saiu da casa e a encontrou caída, com ferimentos na nuca, braço e peito. Assim, percebeu que a jovem ainda respirava, mas ela acabou morrendo antes da chegada do Corpo de Bombeiros.

O morador ainda contou ao Jornal Midiamax que já tinha ouvido o barulho da motocicleta e que em nenhum momento ouviu a moto desligar. No entanto, percebeu quando a motocicleta parou nas proximidades da casa. Assim, ele acredita que a jovem estava de carona na moto, desceu e foi assassinada pelo piloto.

Yasmin havia sido intimada com o ex-namorado para prestar depoimento como testemunha nesta terça-feira. Ela e o rapaz tinham uma passagem por receptação, quando foram flagrados em um carro roubado a caminho do Paraguai. Na época, ela era adolescente.

Jornal Midiamax