Polícia

Preso com maconha, Guarda alega ter emprestado carro para desconhecida

Há 11 anos na guarda-municipal, o agente preso com maconha no veículo Volkswagen Voyage, neste fim de semana, em Campo Grande, no Jardim Canguru, disse que não sabia como a droga foi parar em seu carro, que comprou em outubro do ano passado. Ele passa por audiência de custódia nesta segunda-feira (15). Em depoimento, o […]

Thatiana Melo Publicado em 15/03/2021, às 10h15 - Atualizado às 10h47

Droga apreendida em residência e no carro do guarda | Imagem: Divulgação
Droga apreendida em residência e no carro do guarda | Imagem: Divulgação - Droga apreendida em residência e no carro do guarda | Imagem: Divulgação

Há 11 anos na guarda-municipal, o agente preso com maconha no veículo Volkswagen Voyage, neste fim de semana, em Campo Grande, no Jardim Canguru, disse que não sabia como a droga foi parar em seu carro, que comprou em outubro do ano passado. Ele passa por audiência de custódia nesta segunda-feira (15).

Em depoimento, o guarda afirmou que chegou a casa da mulher que foi alvo da batida da polícia ainda na madrugada de sábado (13), sendo que passaram o dia bebendo e em um certo momento acabou emprestando seu carro para uma prima da proprietária da residência, que saiu voltando depois sem dizer onde havia ido. A droga foi encontrada no porta-malas do carro do agente.

Ele ainda disse que não sabia que na casa da moradora havia drogas e não sabia o que ela fazia, qual era a sua ocupação profissional. Ele ainda disse que esporadicamente seu amigo pega emprestado o seu carro, mas que nesta data não havia emprestado o veículo ao seu colega. O guarda ainda disse que na semana anterior viu quando Bruno chegou na casa da moradora com o Celta, mas que não sabe qual seria o envolvimento dos dois.

A dona da casa que acabou presa também disse que não sabia que o Celta que havia disso deixado na residência por Bruno Machado estava envolvido em roubos na cidade, e que o carro tinha sido largado na casa por problemas mecânicos.

Investigações e prisões

Durante as investigações da tentativa de latrocínio ao major do Exército, os policiais chegaram até a casa no bairro Jardim Canguru onde três pessoas foram presas, incluindo o guarda municipal por tráfico de drogas.

O roubo ao major aconteceu no dia 23 de fevereiro e na data dos fatos, a dupla acusada utilizava um veículo Celta, de cor branca e atirou contra a vítima. A polícia então iniciou as investigações, apurando que os autores no Celta, já teriam praticado vários roubos na Capital. Então, na noite deste sábado (13), o veículo suspeito foi visto em um guincho.

Interceptado por policiais do Choque, o motorista do guincho informou que havia retirado o carro, que estaria com problemas mecânicos, em uma residência no Jardim Canguru. Os policiais entraram em contato com a contratante do guincho, uma mulher de 25 anos. Ela informou que seu marido está preso na Máxima e pediu para que o veículo fosse retirado da residência.

Na casa do Jardim Canguru, a polícia abordou algumas pessoas que estavam bebendo e também na proprietária da residência, a mulher que contratou o guincho para retirar o Celta. Ela informou que o veículo foi deixado por Bruno na residência e já estaria alguns dias no quintal. Ainda, durante vistorias, os militares localizaram, em uma edificação abandonada nos fundos da casa, uma caixa de papelão com 29 tabletes de maconha.

A mulher disse que estaria guardando a droga a pedido de um conhecido de apelido “Alex Neguinho”, que está preso em Dourados. Ela ainda revelou que a droga chegou em um veículo preto, não sabendo informar quem estava de posse do veículo. A polícia continuou as diligências na casa, quando localizou nos fundos do quintal, um veículo VW Voyage de cor preta, de propriedade do guarda municipal. Dois tabletes de maconha foram localizados no estepe do Voyage. O guarda estava no local, mas não soube explicar a procedência da droga.

No entanto, investigação revela que o servidor fazia o transporte da maconha até a residência, que era alugada pelo preso da Máxima, onde a droga ficava guardada. Ainda, de acordo com apurado, o guarda levava poucos tabletes no estepe para não chamar a atenção e caso fosse abordado, dava carteirada, já que seria guarda municipal.

A mulher dona da residência e o guarda foram presos em flagrante. Bruno também foi preso por envolvimento nos roubos com o Celta e seu comparsa, Whashington Luis, morreu no confronto. O Celta foi levado para a Defurv (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos), já o Voyage foi encaminhado para a Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico). A polícia não informou qual seria a ligação dos autores do assalto com o grupo preso por tráfico de drogas, que estavam na mesma residência.

Jornal Midiamax