Polícia

Guarda Municipal é preso por tráfico durante investigação sobre assalto de major em Campo Grande

Guarda municipal em Campo Grande foi preso na madrugada deste domingo (14) por tráfico de drogas, durante diligências sobre uma tentativa de latrocínio a um major, em fevereiro deste ano. Durante a investigação, além da prisão de três pessoas, incluindo o guarda, o autor de vários roubos acabou morto durante confronto com policiais militares do […]

Dayene Paz Publicado em 14/03/2021, às 10h45 - Atualizado em 15/03/2021, às 08h13

Droga apreendida em residência e no carro do guarda | Imagem: Divulgação
Droga apreendida em residência e no carro do guarda | Imagem: Divulgação - Droga apreendida em residência e no carro do guarda | Imagem: Divulgação

Guarda municipal em Campo Grande foi preso na madrugada deste domingo (14) por tráfico de drogas, durante diligências sobre uma tentativa de latrocínio a um major, em fevereiro deste ano. Durante a investigação, além da prisão de três pessoas, incluindo o guarda, o autor de vários roubos acabou morto durante confronto com policiais militares do Batalhão de Choque.

O roubo ao major aconteceu no dia 23 de fevereiro e na data dos fatos, a dupla acusada utilizava um veículo Celta, de cor branca e atirou contra a vítima. A polícia então iniciou as investigações, apurando que os autores no Celta, já teriam praticado vários roubos na Capital. Então, na noite deste sábado (13), o veículo suspeito foi visto em um guincho.

Interceptado por policiais do Choque, o motorista do guincho informou que havia retirado o carro, que estaria com problemas mecânicos, em uma residência no Jardim Canguru. Os policiais entraram em contato com a contratante do guincho, uma mulher de 25 anos. Ela informou que seu marido está preso na Máxima e pediu para que o veículo fosse retirado da residência.

Apreensão de drogas com guarda

Já na residência, a polícia localizou um rapaz identificado apenas como Bruno, de 26 anos. Foi constatado que havia mandado de prisão em aberto contra ele. Questionado sobre o Celta, confirmou que foi contratado por Whashington Luis de Souza Ramai, de 33 anos, para praticar roubos em Campo Grande. Neste interim, a polícia foi até a residência onde estaria Whashington, onde houve troca de tiros e o autor morreu.

Na casa do Jardim Canguru, a polícia abordou algumas pessoas que estavam bebendo e também na proprietária da residência, a mulher que contratou o guincho para retirar o Celta. Ela informou que o veículo foi deixado por Bruno na residência e já estaria alguns dias no quintal. Ainda, durante vistorias, os militares localizaram, em uma edificação abandonada nos fundos da casa, uma caixa de papelão com 29 tabletes de maconha.

A mulher disse que estaria guardando a droga a pedido de um conhecido de apelido “Alex Neguinho”, que está preso em Dourados. Ela ainda revelou que a droga chegou em um veículo preto, não sabendo informar quem estava de posse do veículo. A polícia continuou as diligências na casa, quando localizou nos fundos do quintal, um veículo VW Voyage de cor preta, de propriedade do guarda municipal.

A equipe do Canil do Batalhão de Choque esteve no local, onde foi feito o emprego do cão para o faro de entorpecentes. Dois tabletes de maconha foram localizados no estepe do Voyage. O guarda estava no local, mas não soube explicar a procedência da droga.

No entanto, investigação revela que o servidor fazia o transporte da maconha até a residência, que era alugada pelo preso da Máxima, onde a droga ficava guardada. Ainda, de acordo com apurado, o guarda levava poucos tabletes no estepe para não chamar a atenção e caso fosse abordado, dava carteirada, já que seria guarda municipal.

A mulher dona da residência e o guarda foram presos em flagrante. Bruno também foi preso por envolvimento nos roubos com o Celta e seu comparsa, Whashington Luis, morreu no confronto. O Celta foi levado para a Defurv (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos), já o Voyage foi encaminhado para a Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico).

A polícia não informou qual seria a ligação dos autores do assalto com o grupo preso por tráfico de drogas, que estavam na mesma residência. O caso será investigado pela Polícia Civil. A GCM (Guarda Civil Metropolitana) informou que abrirá processo disciplinar para apurar a responsabilidade do servidor.

*Editada às 13h, para acréscimo do posicionamento da GCM*

Jornal Midiamax