Polícia

Polícia procura idosas que fizeram mulher de escrava em Campo Grande

A Polícia Civil através da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) deve fazer diligências ainda nesta terça-feira (23) a procura das duas idosas que mantiveram em cárcere uma mulher, que era feita de escrava em Campo Grande. A vítima era obrigada a comer sobras de comida. Segundo informações da polícia, as buscas serão feitas […]

Thatiana Melo Publicado em 23/03/2021, às 09h43 - Atualizado às 10h27

(Arquivo)
(Arquivo) - (Arquivo)

A Polícia Civil através da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) deve fazer diligências ainda nesta terça-feira (23) a procura das duas idosas que mantiveram em cárcere uma mulher, que era feita de escrava em Campo Grande. A vítima era obrigada a comer sobras de comida.

Segundo informações da polícia, as buscas serão feitas pelas idosas de 70 e 80 anos, que mantiveram a vítima de aproximadamente 40 anos, e que teria uma certo grau dedeficiência presa em uma residência sendo obrigada a fazer todos os trabalhos domésticos e ainda a comer restos de comida. Ela está abrigada na Deam e ainda não tem data para retornar para a sua cidade, em Minas Gerais onde mora a mãe.

A vítima veio trazida de Minas Gerais por uma idosa de 70 anos há nove meses sendo mantida na residência na Capital em regime de escravidão, onde era obrigada a fazer todos os serviços domésticos e só podia comer sobras de comida.

Ainda de acordo com informações, a vítima estava proibida de manter contato com os familiares. Os suspeitos ainda teriam apagado todos os contatos do seu celular a proibindo de falar com sua mãe. A mulher conseguiu fugir e pedir ajuda em uma igreja onde foi acolhida por um casal, que a ajudou.

A polícia ainda fez diligências no suposto endereço onde supostamente estava morando os suspeitos de 70 e 87 anos, mas a casa estava com placa para aluguel e que anteriormente estava locada para trabalhadores de uma empresa de construção.

Foi feito contato com a mãe da mulher, que mora em Mateus Leme, e que disse que a filha foi levada há cerca de 9 meses quando saiu para passear na casa de parentes da suspeita, e que depois nunca mais teve contato com a filha.

Jornal Midiamax