Polícia

Polícia desarticula organização que usava empresa de MS a serviço do narcotráfico

As investigações coordenadas pela Defron revelaram que os criminosos movimentavam mais de R$ 15 milhões em bens

Marcos Morandi Publicado em 03/12/2021, às 08h26

Operação envolveu agentes de diversas delegacias de MS
Operação envolveu agentes de diversas delegacias de MS - Divulgação

Uma operação batizada pela Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) de ‘El Patrón’ conseguiu desarticular uma organização criminosa que agia em várias cidades e tinha patrimônio estimado em mais de R$ 15 milhões, entre bens e movimentações financeiras. As ações policiais tiveram desfecho na madrugada desta sexta-feira.

A ação envolveu agentes ligados à Delegacia de Ponta Porã, Anaurilândia, Maracaju, Deleagro, Rio Brilhante, SIG (Setor de Investigação Geral) de Nova Andradina e DOF (Departamento de Operações de Fronteira).

Segundo informações do delegado da Defron, Rodolfo Daltro, ao todo, foram cumpridos 7 mandados de prisão preventiva e 9 de busca e apreensão somente em Maracaju. As investigações, segundo Daltro, tiveram início com a apreensão de uma carreta, em 26 de agosto de 2020, que transportava mais de 33 toneladas de maconha.

Diante desse quadro, segundo o delegado, há cerca de oito meses a Defron passou a realizar contínuas diligências visando identificar o proprietário da milionária carga de droga, bem como apontar todos os demais envolvidos na complexa trama e a logística por eles adotada.

Com isso, os agentes conseguiram desvendar uma complexa e sofisticada estrutura montada com a específica finalidade de propiciar o envio de grandes cargas de maconha para diversos estados do país, sendo os líderes da organização criminosa e associação para o tráfico baseados na cidade de Maracaju, onde atuam como empresários do ramo de transportes.

Com apoio da inteligência do DOF, as investigações revelaram que o casal que chefiava a organização é proprietário de uma transportadora sediada na cidade de Maracaju. A empresa simulava contratos de arrendamento ajustados com pessoas físicas e jurídicas utilizadas como “laranjas”.

Especificamente sobre a carreta que transportava as 33 toneladas apreendidas, a Defron identificou que o veículo foi adquirido pelo casal acima citado pouco mais de um mês antes de ser apreendida com a droga, tendo eles, para ocultar a propriedade, colocado o automóvel em nome do motorista que foi preso em Mato Grosso.

Jornal Midiamax