Polícia

PM acusado de cobrar propina de caminhoneiros em MS é excluído da corporação

Ele foi condenado em 2019

Renata Portela Publicado em 15/06/2021, às 13h21

Imagem ilustrativa
Imagem ilustrativa - (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (15) a exclusão do 2º sargento João Gregório de Oliveira Gonzales, do efetivo inativo da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul). Denunciado por concussão após cobrar propina de caminhoneiros, João foi condenado em 2019 à exclusão após o trânsito em julgado.

Conforme a denúncia apresentada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) em agosto de 2018, João teria agido com mais dois policiais. No dia 10 de abril de 2014, por volta das 19 horas, eles exigiram valor indevido de caminhoneiros, para deixarem de praticar ato de ofício. O crime aconteceu na MS-306 em Costa Rica.

Segundo a acusação, os policiais identificaram que três caminhões transportavam combustível com a licença ambiental vencida. Assim, exigiram R$ 3 mil de casa caminhoneiro para não apreenderem a carga. Mais ainda, alegaram que se a propina não fosse paga, multariam cada caminhoneiro em R$ 28 mil.

Os caminhões acabaram encaminhados para o quartel da PMA (Polícia Militar Ambiental), onde Gonzales manteve contato com o advogado da empresa responsável. O funcionário alegava que a licença estava em dia, mas não estava com os motoristas. Já no dia 11 de abril, os caminhões foram liberados sem que qualquer ocorrência fosse registrada.

João Gonzales e os outros dois policiais foram denunciados por concussão. O processo acabou desmembrado por causa de um dos policiais, enquanto João foi condenado a 5 anos, 1 mês e 6 dias de reclusão em regime semiaberto e outro PM foi absolvido. João ainda foi condenado à exclusão da PMMS.

Atualmente, o ex-militar recebia mais de R$ 7 mil de aposentadoria.

Jornal Midiamax