Polícia

Para a polícia, motorista de caminhão saqueado diz que foi sequestrado por bandidos

Ele alega que foi mantido refém por mais de 30 horas

Renata Portela Publicado em 27/05/2021, às 16h41

Caminhão foi saqueado por populares
Caminhão foi saqueado por populares - (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

No início da manhã desta quinta-feira (27), por volta das 6h50, motorista do caminhão que foi encontrado saqueado na Nhanhá registrou boletim de ocorrência por roubo e sequestro. Ele afirma que foi mantido refém pelos bandidos e deu detalhes sobre as características dos suspeitos.

Conforme o registro feito na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, o caminhoneiro estava com o ajudante e chegou em Campo Grande no dia 25, vindo de Goiânia (GO). Ele seguiria para Maracaju com uma mudança e, como não tinha estacionamento fechado para deixar o caminhão, que estava carregado, ficou no pátio de um posto na Avenida Costa e Silva.

Ainda na noite de terça-feira, o caminhoneiro teria saído do posto por volta das 19 horas para testar os freios, já que tinha feito a manutenção e também troca das molas da cabine. Ao entrar na Rua Aristótoles, o caminhoneiro conta que foi abordado por dois homens em uma motocicleta Honda Fan vermelha.

O garupa desceu e entrou na cabine do caminhão, armado com um revólver, anunciando o roubo. O motorista foi obrigado a seguir até a região do Guanandi II, onde foi levado até a mata que beirava o córrego. Ele contou que foi amarrado e mantido refém pelo mesmo autor, que usava capuz e capacete vermelho com adesivo.

Segundo a vítima, o bandido ficou o tempo todo no celular e, após sair do local, o caminhoneiro conseguiu se libertar já por volta das 3h30 desta quinta-feira. A vítima pediu carona na Ernesto Geisel e foi levada até a Depac Cepol. Após o registro, o veículo foi encontrado abandonado na Nhanhá.

Uma moradora na região percebeu que o veículo estava sendo saqueado e acionou a Polícia Militar. Populares levaram jogos de panela, freezer, entre vários outros pertences da contratante que estavam no caminhão. O caso é tratado pela Polícia Civil como roubo majorado pelo concurso de pessoas, pelo emprego de arma e pela restrição de liberdade da vítima e será investigado.

Jornal Midiamax