Polícia

Operação Acalento: pedreiro de 74 anos condenado por estupro é preso no interior

Ação cumpre 23 mandados de prisão

Renata Portela Publicado em 16/07/2021, às 15h46

Pedreiro foi preso em Sidrolândia
Pedreiro foi preso em Sidrolândia - (Divulgação, PCMS)

No âmbito da Operação Acalento, um pedreiro de 74 anos foi preso pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) na tarde desta sexta-feira (16). Ele foi encontrado em Sidrolândia, cidade que fica distante 70 quilômetros de Campo Grande.

O idoso foi condenado por estupro de vulnerável, crime que cometeu em 2017, em Campo Grande. Desde a condenação, ele estava foragido e foi preso nesta sexta. Ele é um dos 23 alvos da ação, que contou com apoio de outras quatro delegacias, DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio), Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos) e Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco e Assaltos e Sequestros).

Números da operação

A ação principal da Operação Acalento, que acontece desde o dia 4 de junho, foi realizada nesta sexta-feira com cumprimento de 23 mandados de prisão. Neste período de pouco mais de um mês, foram 76 pessoas presas em todo Estado e houve cumprimento de 60 mandados de prisão.

Também foram solicitadas 31 medidas protetivas. A ação é realizada em território nacional e faz parte de ação inédita coordenada pelo Ministério de Justiça e Segurança Pública. Na ação desta sexta-feira, entre os presos estava um idoso de 83 anos, marido de uma babá que abusava das crianças que a mulher cuidava.

Outro preso foi um pedreiro que cometeu o crime enquanto prestava serviço em uma casa. O pedreiro, inclusive, já tinha outras condenações por estupro e estava em liberdade. Cerca de 30 policiais participaram da operação.

Segundo a delegada Franciele Candotti, a maioria dos crimes de estupro cometidos contra crianças e adolescentes são praticados por familiares e amigos próximos, muitos dos criminosos são avôs, pais, avôdrasto, primos. Candotti fez um alerta para que os familiares conversem com as crianças, que apresentam sempre mudanças de comportamento, quando são vítimas de abusos.

Jornal Midiamax