Polícia

Novo chefe do PCC, ‘Bebezão’ é expulso do Paraguai com outros 5 após prisão

No início da tarde desta terça-feira (24), os seis brasileiros presos durante assembleia do PCC (Primeiro Comando da Capital) na terça-feira (23), no Paraguai, foram expulsos do país. Eles foram entregues à Polícia Federal na fronteira entre Pedro Juan Caballero (PY) e Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande. Conforme a Senad (Secretaria Nacional […]

Renata Portela Publicado em 24/03/2021, às 14h06 - Atualizado às 18h49

Grupo foi preso na fronteira (Divulgação)
Grupo foi preso na fronteira (Divulgação) - Grupo foi preso na fronteira (Divulgação)

No início da tarde desta terça-feira (24), os seis brasileiros presos durante assembleia do PCC (Primeiro Comando da Capital) na terça-feira (23), no Paraguai, foram expulsos do país. Eles foram entregues à Polícia Federal na fronteira entre Pedro Juan Caballero (PY) e Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande.

Conforme a Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), do Paraguai, os seis brasileiros foram expulsos e entregues às autoridades na linha de fronteira. São eles Weslley Neres dos Santos, Bruno César Pereira, Alfredo Giménez Lorrea, Bruno Rafael Porto de Oliveira, Maxlese Rodrigues e Wilian Meira.

Prisão de chefe do PCC

Weslley Neres dos Santos, 35 anos, conhecido como “Bebezão”, considerado o novo chefe do PCC no Paraguai, tinha trânsito livre na fronteira. Com documentos falsos ele se passava como estudante de medicina de Pedro Juan Caballlero e também de Ciudad del Este.

Nos crachás apreendidos pela operação conjunta da Senad e PF, “Bebezão” aparece como matriculado no primeiro ano de uma universidade paraguaia. O traficante se apresentava com registros diferentes, nos cursos de medicina oferecidos nas filiais de Pedro Juan Caballero e Ciudad de Este, na fronteira com Foz do Iguaçu, no Paraná.

Além de “Bebezão”, durante a Operação Fronteira Segura II, com o objetivo de desarticular o PCC no tráfico internacional de drogas e de armas de fogo na região de fronteira, foram presas mais 13 pessoas. Entre os membros da organização criminosa estão 6 brasileiros e 8 paraguaios.

Ainda segundo a PF, durante as investigações descobriu-se que apesar de terem sofrido perdas significativas, em razão da deflagração da Operação Exílio, a facção criminosa estava se reestruturando.

Extensas fichas criminais

“Bebezão”, por exemplo, é apontado como um dos líderes da facção criminosa e possui mandado de prisão desde 06 de fevereiro de 2021, em consequência de investigações sobre tráfico de armas e drogas no âmbito da Operação Empossados, um desdobramento da Operação Exílio.

Além dos brasileiros, foram presos os paraguaios Yoni Gómez Giménez, Benigno Jara Álvarez, Jonathan Rodrigo Ramírez Alvarez, Nelson Gustavo Amarilla Elizeche, Pedro Pablo Gauto,  Rodrigo Ariel Acosta, Sergio Gómez Giménez e Vicente Silva Cristaldo.

Jornal Midiamax