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Polícia

Motoentregador condenado a 14 anos por morte de colega tem liberdade negada

Defesa tentou novo pedido de habeas corpus
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Crime aconteceu em uma lanchonete
Crime aconteceu em uma lanchonete

Bruno Cezar de Carvalho de Oliveira, 25 anos, condenado a 14 anos de prisão pela morte de Emerson Salles, teve pedido de habeas corpus negado. O crime aconteceu em agosto de 2020, em uma lanchonete na Avenida Mato Grosso, e Bruno foi julgado e condenado em setembro deste ano.

Conforme acórdão da turma da 3ª Câmara Criminal, não há que se falar em revogação ou substituição da prisão preventiva, já que o decreto prisional encontra-se devidamente fundamentado, presentes ainda indícios da autoria e prova da materialidade do delito, bem como a necessidade de garantia da ordem pública.

A ordem foi parcialmente conhecida e denegada, em decisão do dia 4 de novembro e inserida nos autos nesta terça-feira (9). Bruno teve o pedido liminar negado em 7 de outubro.

‘Advogado do PCC’

Em determinado momento do julgamento ocorrido no dia 24 de setembro, durante sustentação da defesa de Bruno, o advogado Alex Viana e o promotor de Justiça Douglas Oldegardo tiveram uma discussão. Consta no registro da ata que o magistrado inclusive pediu a retirada dos jurados durante a briga entre acusação e defesa.

Por fim, o advogado pediu anulação do julgamento, “por conta de que o promotor falou que este advogado é advogado do PCC, que a promotora Luciana Rabelo não faz júri com ele por causa disto e que o não mais o aguenta”.

Homicídio filmado

Imagens das câmeras de segurança próximas da lanchonete mostram o momento em que Bruno atira em Emerson. A vítima cai e o autor se aproxima, dando um último tiro na cabeça da vítima, que ainda chegou a ser socorrida. Emerson morreu na Santa Casa de logo após dar entrada.

Conforme as informações policiais, uma funcionária do local entrou em desespero e pediu para que Bruno não atirasse contra Emerson, mesmo assim, ele fez o disparo. Um dia antes do crime, Bruno teria levado a motocicleta para arrumar e, por isso, avisou que Emerson trabalharia sozinho.

Assim, os dois já tiveram uma primeira briga, em que trocaram xingamentos. Já na noite do crime, o autor estava conversando com um funcionário da lanchonete e perguntou se era Emerson quem iria lá. “Tomara que ele nem venha, se não ele vai ter o dele”, teria ameaçado o colega, momentos antes de Emerson chegar ao serviço.

Logo que Emerson chegou, ele e o colega iniciaram a discussão e depois começaram a se agredir. Com isso, os dois teriam trocado socos e ainda foram ‘apartados’ pelas pessoas que estavam ali, mas brigaram novamente. Foi então que o entregador sacou a arma de fogo, que não se sabe ao certo se estava na cintura ou na mochila.

Nesse momento, ele fez os primeiros disparos e a dona da lanchonete implorava para que ele não matasse Emerson, conforme os relatos policiais. Mesmo assim, ele deu mais um disparo na cabeça da vítima. Essa questão também é rebatida pela defesa de Bruno, que afirma que a proprietária do estabelecimento só chegou ao local após o crime.

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