Polícia

Manifestação de policiais de folga em protestos é debatida entre corporação e MPMS

Promotorias de outros estados alertaram militares sobre adesão aos atos

Renata Portela Publicado em 03/09/2021, às 16h36

Imagem ilustrativa
Imagem ilustrativa - (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

As manifestações previstas para o feriado de 7 de setembro foram tema de reuniões entre o Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), Comando-Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e Corregedoria. Em alguns estados brasileiros, a adesão de policiais militares aos atos foi coibida por promotorias e até um juiz militar.

Conforme o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), foram feitas reuniões na última semana entre o Gacep e o comandante-geral, coronel Marcos Paulo Gimenez, bem como o corregedor-geral, coronel Emerson de Almeida Vicente. Os temas tratados foram as manifestações que estão previstas para o dia 7, em atos pró e contra o governo.

Sobre possível adesão de policiais militares aos atos, é esclarecido que, pela atual legislação é configurada transgressão disciplinar apenas quando o policial se manifestar sobre assuntos políticos ou deles tomar parte se estiver fardado. Ou seja, é livre a manifestação individual e sem farda.

Coronel Gimenez ainda afirmou ao Gacep de que a Polícia Militar está preparada e também terá um grande esquema de segurança para o dia 7 de setembro.

Atos em outros estados

Promotores e também um juiz militar se manifestaram nas últimas semanas, numa tentativa de coibir a participação de policiais militares nos atos de 7 de setembro, conforme noticiado pela Folha. O juiz de Mato Grosso fez até uma orientação, alertando o comandante-geral da PM para “consequências graves e imediatas”, nos casos de quebra de hierarquia e comportamento subversivo.

Já promotor do Distrito Federal questionou o comando da PM do DF sobre o que seria uma nota recebida por um site de notícias, indicando que oficiais da ativa que participassem dos atos em apoio ao presidente não seriam punidos. Em estados como Pará e São Paulo, medidas semelhantes também foram tomadas pelas promotorias.

Jornal Midiamax