Polícia

Mais um: agente penitenciário é denunciado por receber propina de presos

Foi enviado para o MPMS (Ministério Público Estadual) denúncia que aponta que um agente policial penal da cidade de Ponta Porã a 346 quilômetros de Campo Grande, lotado no Presídio fechado Ricardo Brandão estaria recebendo propinas de detentos em troca de regalias. Segundo a denúncia feita ao MP, o agente receberia dinheiro das famílias dos […]

Thatiana Melo Publicado em 01/02/2021, às 11h59

(Arquivo)
(Arquivo) - (Arquivo)

Foi enviado para o MPMS (Ministério Público Estadual) denúncia que aponta que um agente policial penal da cidade de Ponta Porã a 346 quilômetros de Campo Grande, lotado no Presídio fechado Ricardo Brandão estaria recebendo propinas de detentos em troca de regalias.

Segundo a denúncia feita ao MP, o agente receberia dinheiro das famílias dos presos e dos próprios detentos para usufruírem de regalias dentro da penitenciária, como por exemplo: mudança de cela, vaga de emprego e até o cancelamento de transferência para outros estabelecimentos penais.

Em um dos episódios, o agente teria recebido de um detento em 2019, o valor de R$ 1 mil para não ser transferido do presídio. O servidor não teria sido afastado continuando a exercer suas funções no instituto penal.

Em resposta a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul) afirmou que a Corregedoria Geral já teria sido notificada e que estaria investigando se há indícios do crime para que seja aberto um procedimento administrativo.

Farra na PED

A Ouvidoria do MPMS pediu nesta na última sexta-feira (29) a instauração de processo investigativo contra o diretor e o chefe de segurança da PED (Penitenciária Estadual de Dourados), em Dourados após a divulgação de que presos tinham relações com agentes e trocavam ‘nudes’ com enfermeiras. O documento ainda cita que os detentos eram “beneficiados com perfumes e bebidas importadas, ostentavam festas regadas a churrasco e bebidas e tinham até armário planejado nas celas”.

Entre os detalhes descritos no documento do MPE, estão a utilização, por parte dos presos, de “12 celulares de última geração, caixas térmicas com quantidade significativa de carnes de cortes nobres, suplementos alimentares, caixas de som e porções de maconha”.

Um agente penitenciário foi afastado das suas funções e colocado à disposição. Ele é alvo de investigação administrativa por manter um relacionamento amoroso com um detento que cumpre pena de 25 anos e cinco meses, conforme apurou a reportagem do Jornal Midiamax. Além disso, troca de ‘nudes’ entre servidoras da saúde da cidade e detentos também é investigada.

Jornal Midiamax