Polícia

Laudos de PRF morto que tentou assassinar ex em motel vão para Brasília

Ele também atirou contra o acompanhante da vítima

Renata Portela e Graziela Rezende Publicado em 08/12/2021, às 11h29

PRF atirou contra a ex e o acompanhante dela no motel
PRF atirou contra a ex e o acompanhante dela no motel - (Arquivo, Midiamax)

Segue em investigação a morte do policial rodoviário federal, de 48 anos, encontrado morto no dia 28 de novembro, em um terreno nas margens da MS-040, em Campo Grande. Ele teria cometido suicídio após tentar matar a ex-mulher e um homem que a acompanhava, em um motel no Nova Lima, no dia 26.

A delegada titular da 4ª Delegacia de Polícia Civil, Anne Karine Trevisan, esclareceu ao Midiamax que laudos sobre a morte do PRF foram encaminhados para Brasília (DF), para uma perícia técnica. Também conforme a delegada, tudo indica que não houve crime de homicídio, mas sim um suicídio.

Ainda é apurado como o PRF chegou ao local onde foi encontrado morto. Isso porque nenhum veículo foi localizado na região, que fica na área sul de Campo Grande, já fora da cidade. Também não havia nenhuma arma com o agente. Com isso, não é descartado envolvimento de outras pessoas.

Exame toxicológico

Na última semana, foram feitas diligências, exames periciais e testemunhas também foram ouvidas. Foi constatado nos laudos que o corpo não tinha sinais de luta corporal, nem mesmo marca de disparo de arma de fogo.

O exame necroscópico não constatou lesão corporal externa, nem marcas de luta. Assim, será feito exame toxicológico, para tentar identificar a causa da morte do policial, que pode ter ingerido algo.

Celular encontrado

Conforme apurado pelo Midiamax, um cobrador teria encontrado o aparelho celular do PRF, um iPhone. Ele carregou o celular e recebeu duas ligações de uma pessoa, que dizia conhecer o proprietário. Foi tentado marcar um local para entregar o aparelho, mas ao saber que era do PRF, o homem disse que entregaria na delegacia. O aparelho deve ser periciado.

Carro rastreado e tiros no motel

A ex-mulher do policial disse em depoimento que ficou casada com o autor por três anos e conviveu com ele por nove anos, mas que estavam em processo de separação. Ela ainda contou que nunca havia registrado um boletim de ocorrência anterior contra o ex-marido.

Ainda segundo a mulher, o carro dela foi rastreado pelo policial rodoviário federal até o motel. O PRF estava em um veículo Virtus, de cor branca. Ele deixou o carro em frente ao estabelecimento e entrou a pé pelo portão da saída com duas armas de fogo.

Ao identificar o quarto em que as vítimas estavam, fez os disparos contra o acompanhante dela, atingido na boca. Tiros também atingiram o carro da mulher, agredida com várias coronhadas pelo agente federal.

O caso foi registrado como homicídio na forma tentada e feminicídio na forma tentada. O celular do homem ferido a tiros foi apreendido para perícia, assim como o carro que estava no motel.

Jornal Midiamax