Polícia

Justiça paraguaia muda endereço prisional de 4 membros do PCC na fronteira

Os quatro brasileiros cumprem pena por tráfico de drogas e fazem parte de uma lista de 19 detentos que foram transferidos de Pedro Juan Caballero para Concepción

Marcos Morandi Publicado em 31/07/2021, às 06h31

Lotação carcerária está entre os motivos da transferência
Lotação carcerária está entre os motivos da transferência - Polícia Nacional

As autoridades paraguaias fizeram, nesta sexta-feira (30), a transferência de 19 detentos que cumprem pena na Penitenciária de Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, Mato Grosso do Sul. Entre eles, estão quatro brasileiros ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital).  Todos foram levados para a prisão de Concepción.

Segundo informações das autoridades paraguaias, o principal motivo da transferência seria a superlotação do presídio de Pedro Juan e também o nível de perigo que eles representam em um eventual motim ou até mesmo fuga. Além disso, boa parte desses detentos contraíram Covid-19 e precisam cumprir quarentena em outro local.

Na lista de transferência estão: Erik Atade Robles, Anderson Queiroz, Nataniel Silva e Wallisson Nunes, (presos por transgressão à Lei nº 1.340 sobre Drogas), Rafael Massany Higuti, José Albert Lezcano, Óscar Ortega, Ramón Velázquez, Lucas de los Santos, Diego Alexander González e Rolando José Martínez (presos por agressão ou roubo qualificado).

Os quatro primeiros são os brasileiros que cumprem pena por tráfico de drogas e, de acordo com a Justiça Paraguaia, foram presos em uma operação realizada no município de Karapa'i, distrito de Amambay.

Da lista também fazem parte outros criminosos como Francisco A. Díaz, René Fariña Robles (por roubo qualificado), Santos Julio Cano e Carlos David Agüero (violência familiar), Raimundo Galeano (abuso sexual), Lucas Daniel Acosta (roubo), Martín Chávez (narcotráfico) e Luis Abel Gonçalves (disparo intencional de arma de fogo).

A transferência dos internos, segundo as autoridades judiciárias, ocorreu em um ônibus da Polícia Nacional, administrado pela Diretoria de Polícia do Departamento de Concepción. Os presos ficaram sob custódia de agentes do Departamento de Investigações Policiais do Amambay, com o apoio de integrantes do GEO (Grupo de Operações Especiais).

Jornal Midiamax