Polícia

Investigação sobre atentado a vereador na fronteira de MS termina com apreensão de arsenal

Vereador foi atingido na cabeça e no tórax

Thatiana Melo Publicado em 15/10/2021, às 06h22

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As investigações sobre o atentado ao vereador paraguaio Juan Bosco Gomez, na última quarta-feira (13), levaram a polícia a encontrar um arsenal em uma residência, no bairro San Roque, em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande. 

Na casa, foram apreendidos pela polícia paraguaia cinco rádios de transmissão, além de vários cartuchos de 9 mm e .357, silenciador, pistolas e revólveres. Os policiais também localizaram um caminhão e um veículo Jaguar, segundo o site Capitan Bado. 

A casa estava localizada a 150 metros da linha internacional. Não há informações se houve prisões. O atentado contra o vereador ocorreu enquanto as vítimas tomavam tereré na calçada de uma residência. Um dos sobreviventes, o vereador paraguaio Ismael Valiente, precisou ser transferido para um centro de saúde devido à gravidade dos ferimentos.

O atentado

Os pistoleiros chegaram à residência e, sem dizer uma palavra, dispararam vários tiros contra eles, de pistolas calibre 9 mm. Após o ataque, eles fugiram rapidamente do local. O vereador seria o alvo dos pistoleiros.

A terceira vítima, que também foi socorrida, é um homem de 84 anos, identificado como Hermenegildo López. Ele foi ferido com dois tiros na perna e o estado de saúde é considerado estável. Já o vereador Ismael Valiente foi atingido com tiro no braço e no rosto.

Após serem atendidos no Centro de Saúde de Capitán Bado, a morte de Juan Bosco Goméz foi confirmada pela Polícia Nacional. Ele foi atingido na cabeça e no tórax.

Fronteira x Execuções

O fim e início de semana foram marcados por várias mortes na fronteira de Mato Grosso do Sul. Na madrugada de sábado (9), quatro pessoas foram assassinadas com tiros de fuzil. Entre elas, a filha do governador de Amambay.

O vereador Farid Afif também foi executado a tiros, na noite da última sexta-feira (8), em Ponta Porã, quando andava de bicicleta. Um vídeo que circulou na internet mostra o momento em que o pistoleiro em uma motocicleta passa e atira contra o parlamentar, que morre no local. 

Policiais paraguaios executados

Na manhã de terça (12), o suboficial da polícia paraguaia, Pastor Miltos, morreu após ser atingido por tiros também no departamento de Amambay, no Paraguai.

O policial estaria ligado ao suplente de deputado Carlos Rubén Sánchez Garcete, conhecido como Chicharô, morto fuzilado com centenas de tiros no dia 7 de agosto deste ano, durante briga pelo domínio territorial em Capitán Bado, divisa com a cidade sul-mato-grossense Coronel Sapucaia.

Menos de 24 horas após a execução de Miltos, Hugo Ronaldo Acosta, de 32 anos, foi executado com 36 tiros de pistola 9 mm na noite desta terça (12).

Jornal Midiamax