Inquérito sobre morte no Rio Aquidauana que envolveu assessor do Governo é concluído pela Marinha

O acidente aconteceu no dia 1º de maio quando Carlos Américo morreu
| 14/07/2021
- 16:55
Inquérito sobre morte no Rio Aquidauana que envolveu assessor do Governo é concluído pela Marinha

Foi concluído, nesta quarta-feira (14), o inquérito sobre o acidente que ocorreu no Rio Aquidauana, no dia 1º de maio, quando Carlos Américo Duarte, de 59 anos, morreu após ser atropelado pela lancha que era pilotada pelo assessor do Governo, Nivaldo Thiago Filho de Souza.

De acordo com a ,  “Capitania Fluvial do Pantanal, Organização Militar subordinada ao Comando do 6º Distrito Naval, informa que concluiu o Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), ocorrido em 1º de maio de 2021, sobre o abalroamento entre duas embarcações de pequeno porte no Rio Miranda.”

Ainda segundo informações obtidas pelo Jornal Midiamax, o inquérito será encaminhado ao Tribunal Marítimo nesta quarta (14). Por fim, a Marinha disse que “não comentará o inquérito, a fim de preservar a realização, caso necessário, de outras diligências a serem determinadas pela Procuradoria Especial da Marinha ou pelo TM.”

Em junho, o delegado da Polícia Civil, Pedro Henrique, esperava pelos laudos da Marinha no local do acidente que eram peças fundamentais para poder qualificar e indiciar Nilvaldo pelo crime. Não há informações se Nivaldo já foi ouvido novamente na delegacia. 

O acidente

Conforme já noticiado, Nivaldo estaria embriagado enquanto conduzia uma lancha, de forma imprudente, no momento em que, numa curva, atingiu a embarcação em que o pescador Carlos estava com o filho, no encontro dos rios Aquidauana e Miranda, na região de Miranda, a 168 quilômetros de Campo Grande. Segundo o filho de Carlos, após a colisão, o autor jogou garrafas de bebidas no rio e fugiu em alta velocidade. Ele acabou localizado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) em uma camionete Hilux, na BR-262, com a mulher e os filhos, que também estavam na embarcação.

Apesar de confessar que havia bebido, ele não quis fazer o teste de bafômetro, foi levado para a delegacia e ouvido, mas liberado. Foi apurado, então, que ele não tem o Arrais, documentação necessária para pilotar a embarcação, mas disse que era apto. Ele responderá pelo homicídio culposo e também por duas lesões corporais culposas, mas o caso segue em investigação. Segundo a polícia, durante a fuga, a lancha de Nivaldo começou a afundar e a tripulação precisou ser socorrida. 

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