Polícia

Idoso vivia em meio a uma montanha de lixo acumulado por ele em residência na Vila Nhá-Nhá

Homem de 65 anos foi preso em ação da Polícia Civil

Renan Nucci Publicado em 01/06/2021, às 13h32

Lixo acumulado no quintal chegava quase ao teto do imóvel
Lixo acumulado no quintal chegava quase ao teto do imóvel - Divulgação

A Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento Ao Turista) prendeu na manhã de terça-feira (31), na Vila Nhá-Nhá, em Campo Grande, um idosoo de 65 anos acumulador de lixo. Na casa dele, a Polícia Civil encontrou enorme quantidade de entulhos que cobriam todo o quintal e se aproximavam do teto da residência.

Eram materiais de plástico, madeira, papelão, vidro, restos de móveis, pallets, eletrodomésticos e vários outros que, amontoados, se tornaram risco à saúde do morador e de toda a vizinhança, em razão de oferecer um ambiente propício para a proliferação de mosquitos, insetos e animais transmissores de doenças. O homem foi autuado em flagrante por causar poluição, disse a polícia.

“A conduta do homem foi tipificada conforme o disposto no artigo 54 da Lei 9.605/98 (Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora), razão pela qual o autor foi preso”, disse em nota o delegado Maércio Barbosa, da Decat.

Ele disse ainda que o lixo não estava apenas aos redores, mas também no interior da residência, formando uma montanha de resíduos. “No momento atual em que o sistema público de saúde acha-se sobrecarregado em consequência da Covid-19, deve a população contribuir para evitar surtos de outras doenças como dengue por exemplo, razão pela qual situações como essa devem ser comunicadas aos órgãos competentes para a tomada de providências”, pontuou o delegado.

Logo após a liberação do local pela Decat e perícia criminal, teve início o trabalho de remoção do lixo acumulado feita por uma empresa contratada pela dona do imóvel.

Jornal Midiamax