Polícia

Helicóptero do RJ que fez pouso forçado na fronteira será investigado pela DRACCO

Piloto da aeronave R- 66 matrícula PR-HMR  foi ouvido pela polícia e em seguida liberado

Marcos Morandi Publicado em 16/04/2021, às 06h14

Aeronave pertence a uma escola de pilotagem do Rio de Janeiro
Aeronave pertence a uma escola de pilotagem do Rio de Janeiro - Divulgação

Policiais Civis e perícia do DRACCO (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) vão investigar o helicóptero R- 66 matrícula PR-HMR, que fez pouso forçado na manhã desta quinta (15), no distrito de Nova Itamarati, município de Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A aeronave foi retida por uma equipe da Polícia Militar ao constatar que o piloto, de 56 anos não tinha plano de voo para a região. Ele decolou da cidade paulista de Avaré com destino a uma fazenda de nome Porto Feliz onde deixaria o helicóptero e, quando sobrevoava a região, acabou tocando uma rede elétrica e ele precisou fazer o pouso forçado.

Após vistoriar a aeronave constatando que não transportava nada ilegal e comunicar seus superiores, os policiais da Unidade Itamarati, da Polícia Militar foram orientados que comunicassem a Polícia Federal que ouviu o piloto e também não constatou ilegalidade no voo ou pouso liberou o piloto.

 O DRACCO por sua vez, que atua na apuração de operações aéreas suspeitas ou ilegais, foi acionado e investiga a situação, principalmente origem, destino e emprego do helicóptero na região de fronteira.

Nos últimos meses aviões e helicóptero que eram empregados no tráfico internacional de cocaína. Algumas delas faziam a rota Bolívia, Paraguai e Brasil. Um helicóptero por exemplo, foi apreendido em propriedade rural de Ribas do Rio Pardo após pouso de emergência.

Nele havia vestígios de cocaína que teria sido desembarcada e “guardada” na mata até resgate por traficantes. Peritos constataram marcas e insetos na carenagem do helicóptero, característica de voo noturno e a baixa altura até o pouso na fazenda.

Jornal Midiamax