Polícia

Fundador do PCC e 'jurado' de morte em MS, Geleião morre em SP com Covid-19

Em sua passagem pela penitenciária de Campo Grande, plano de rivais era matá-lo na enfermaria

Danielle Errobidarte Publicado em 10/05/2021, às 14h54

Jurado de morte, ele teve que ser escoltado para receber tratamento médico.
Jurado de morte, ele teve que ser escoltado para receber tratamento médico. - (Foto: Reprodução/ Folha de São Paulo)

Morreu no início da manhã desta segunda-feira (10), José Márcio Felício, de 60 anos, conhecido como ‘Geleião’, um dos fundadores da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele era o último dos criadores da facção ainda vivo, estava preso há 40 anos e internado por complicações da Covid-19 desde o dia 9 de abril.

Segundo a Folha de São Paulo, Geleião era hipertenso e estava com 50% do pulmão comprometido quando foi internado no centro da capital. Ele chegou a ser intubado, mas morreu às 6h30 de hoje.

Desde que foi expulso da facção com as configurações atuais – lideradas por Marco Camacho, o Marcola – Geleião havia se tornado inimigo do grupo que fundou, e teve de ser transferido sob forte esquema policial para receber tratamento contra o coronavírus.

Jurado de morte em MS

O PCC chegou a contratar rivais para matar Felício quando ele estava no Presídio Federal de Campo Grande, enquanto recebia atendimento na enfermaria da unidade. Atualmente ele cumpria pena na penitenciária de Iaras, interior de São Paulo, destinada a pessoas ameaçadas de morte dentro do sistema prisional do país.

Geleião foi expulso do PCC em 2002 e fundou outra facção criminosa, o TCC (Terceiro Comando da Capital), junto a outro ex-fundador, César Augusto Roriz Silva, o Cesinha, morto por colegas da prisão em 2006. Após a expulsão, o atual líder Marcola também foi preso, segundo o procurador Márcio Sérgio Christino, sob influência da primeira delação premiada da história, feita quando Geleião revelou os bastidores do PCC.

Jornal Midiamax