Polícia

Ex-guardas municipais presos na Omertà saem de presídio com tornozeleiras eletrônicas

Diego Alves Publicado em 13/04/2021, às 20h13

Arquivo Midiamax
Arquivo Midiamax
A Justiça determinou a utilização de tornozeleira eletrônica dos ex-guardas municipais Alcinei Arantes da Silva, Erovaldo Vieira da Silva e Rafael Carmo Peixoto que saíram novamente do regime fechado. Alcinei, Eronaldo e Rafael ficaram sete meses em liberdade desde agosto do ano passado. Porém, decisão do dia 18 do mês passado fez com que eles retornassem para a cadeia. Agora, decisão desta terça-feira (13), faz com que os três saiam do regime fechado.
Eltom Pedro de Almeida que atuava no Pantanal Cap e o segurança Flávio Narciso Morais também terão que continuar utilizando tornozeleiras eletrônica. Todos foram presos na Operação Omertà que desarticulou organização criminosa armada constituinte de milícia privada.
A decisão é do juiz Roberto Ferreira Filho, da Primeira Vara Criminal de Campo Grande. 
De acordo com a acusação, os ex-guardas que pertenciam ao quadro de servidores da Sesdes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social) foram presos após uma operação desencadeada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), que prendeu integrantes de uma suposta milícia armada chefiada pelo empresário Jamil Name e Jamil Name filho, ligada a execuções em Campo Grande.
Omertà
A Operação Omertà teve a primeira fase deflagrada em setembro de 2019, para desarticular organização criminosa ligada a execuções em Campo Grande. A ação foi desencadeada pelo Garras e Gaeco, com apoio de outras forças policiais no cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão.
Os ex-guardas foram presos na primeira fase. A Omertà teve ao todo seis fases, sendo a última delas a Arca de Noé, que atingiu o jogo do bicho. Além disso, na última ação em dezembro de 2020 foi feito o fechamento do Pantanal Cap.

Jornal Midiamax