Polícia

Empresa da fronteira pode ter envolvimento com 11 toneladas de cocaína apreendidas em porto na Bélgica

Diego Alves Publicado em 09/04/2021, às 23h38

Porto de Antuérpia, uma das portas de mercadorias para a Europa. Foto Mercator Media
Porto de Antuérpia, uma das portas de mercadorias para a Europa. Foto Mercator Media
Empresa paraguaia, fornecedora de pneus, pertencente a um casal de brasileira, que funciona em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha a sul-mato-grossense Ponta Porã, pode estar envolvida no tráfico de quase 11 toneladas de cocaína apreendidas no porto de Antuérpia, na Bélgica, na última sexta-feira (02).
A empresa, que segundo as autoridades, foi a responsável pela exportação, também tem filiais em Assunção, Mariano Roque Alonso e Salto del Guairá. O entorpecente estava escondida em uma carga de retalhos de couro que saiu num navio do porto privado Terport S.A., em Villeta, próximo a Assunção. 
O navio passou pelo porto de Buenos Aires em 26 de fevereiro e atracou no porto belga em 2 de abril, dia em que a polícia encontrou os 10.964 quilos de cocaína, publicou o jornal ABC Color.
No mesmo dia em que o navio saiu do porto de Buenos Aires, a polícia alemã apreendeu no porto de Hamburgo uma megacarga de cocaína proveniente do Paraguai. Escondida em contêineres com latas de tinta que embarcaram no Puerto Seguro Fluvial, de Villeta, havia 16.174 quilos de cocaína.
A ministra da Senad adiantou que, junto com a Aduana, o órgão planeja a compra de 10 escâneres, sete dos quais fixos, que serão montados e instalados nos portos, e outros três móveis, para verificar a carga contida nos contêineres.
Haverá uma licitação nacional e internacional nos próximos dias e a previsão, segundo ela, é que em oito meses o Paraguai terá os equipamentos.

Jornal Midiamax