Polícia

Denunciado por matar namorada em capô de carro fica sem CNH e sem tornozeleira

Jovem terá apenas que comparecer mensalmente em juízo

Thatiana Melo Publicado em 04/10/2021, às 09h20

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(Reprodução)

Rafael Souza Carrelo acusado da morte da namorada Mariana Vitória Lima, de 19 anos, em maio desse ano, quando a jovem acabou atropelada por ele ao subir no capô do carro, teve a prisão domiciliar revogada pela Justiça, assim como a retirada da tornozeleira eletrônica. Ele vai a júri popular.

A decisão é do dia 1 de outubro, quando no final da instrução processual ficou suspensa a sua prisão domiciliar e o monitoramento eletrônico, sendo substituído pelo comparecimento em juízo, mensalmente, até o 5º dia útil de cada mês, para justificar suas atividades.

Também foi definido que a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) de Rafael fica suspensa até nova deliberação. O MPMS (Ministério Público Estadual) o denunciou por homicídio doloso, quando há a intenção de matar, em julho deste ano. O MP fez a denúncia de homicídio doloso combinado com o crime de direção alcoolizada, já que ele assumiu o risco de matar. Rafael teve a liberdade concedida dois dias depois de sua prisão pelo crime.

Segundo o laudo, a velocidade crítica da curva é de 88 km/h e Rafael estaria em uma velocidade superior a 95 km/h, por isso perdeu o controle do carro ocasionando o acidente. A alta velocidade é descrita como causa determinante para o acidente que resultou na morte de Mariana. Na época do acidente, em depoimento, ele disse que tudo não passou de uma brincadeira de namorados. 

‘Brincadeira de namorados’

No dia dos fatos, na delegacia, ele contou que os dois estavam fazendo uma 'brincadeira' de subir no capô do carro enquanto o veículo estava em movimento. O jovem relatou que eles estavam namorando há quatro meses e na noite do acidente teriam ido a uma festa de aniversário de um amigo em comum.

Depois da festa, já na madrugada do dia 15, resolveram passar em uma lanchonete para comer, mas o estabelecimento comercial estava fechado. Então, resolveram voltar para casa e no trajeto foram ‘brincar’. Em um primeiro momento, o rapaz disse que subiu no capô enquanto Mariana dirigia.

Em seguida, ele contou que foi para a direção do carro e a jovem subiu no capô do veículo. Segundo afirmação dele à polícia, os dois beberam vodca com energético na festa do amigo.

Em continuidade ao relato, o rapaz afirmou estar na Avenida Arquiteto Rubens Gil de Camilo, sentido Via Park, quando perdeu o controle do carro em uma curva. Nesse momento, bateu o carro em uma árvore e depois em um poste, parando cerca de 30 metros à frente.

Ele ainda revelou que, após o acidente, pegou a namorada, que estava desacordada, nos braços e a colocou no asfalto. O jovem diz que passou a acenar para motoristas que passavam no local pedindo por socorro.

Em seguida, apareceu um carro de cor preta, e o condutor acionou o socorro. Mariana teve múltiplas fraturas, uma delas no pescoço, e havia marcas de pneu na barriga da jovem. O primeiro registro na delegacia o autuou por feminicídio e embriaguez ao volante, já que o resultado do teste do bafômetro acusou 0,89 mg/l.

Jornal Midiamax