Polícia

De dono de autoescola a motorista de aplicativo, homem denuncia seis ex-sócios por ameaça

Após ameaças e o não recebimento de um carro e uma motocicleta, que estavam na autoescola Excelência que foi fechada, o ex-sócio do estabelecimento procurou a delegacia de polícia na manhã desta quarta-feira (3) para registrar um boletim de ocorrência contra um dos donos da autoescola. De acordo com a vítima em setembro de 2020, […]

Thatiana Melo Publicado em 03/03/2021, às 08h00 - Atualizado às 12h04

(Henrique Arakaki, Midiamax)
(Henrique Arakaki, Midiamax) - (Henrique Arakaki, Midiamax)

Após ameaças e o não recebimento de um carro e uma motocicleta, que estavam na autoescola Excelência que foi fechada, o ex-sócio do estabelecimento procurou a delegacia de polícia na manhã desta quarta-feira (3) para registrar um boletim de ocorrência contra um dos donos da autoescola.

De acordo com a vítima em setembro de 2020, ele foi retirado da sociedade pelos outros 6 donos depois de uma reunião após uma reclamação de uma aluna sobre o atraso na retirada da CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

Depois de sua saída, o homem disse que pediu os veículos que havia comprado para a autoescola, um carro e uma motocicleta, mas segundo ele foi oferecido pelo grupo o valor de R$ 40 mil, que não aceitou já que teria investido um valor maior no negócio.

De dono de autoescola a motorista de aplicativo, homem denuncia seis ex-sócios por ameaça
Carro que teria sido escondido por um dos sócios

O ex-sócio ainda contou ao Jornal Midiamax que passou a trabalhar como motorista de aplicativo para sobreviver, “de dono de autoescola eu virei motorista de aplicativo”, disse ele. Na noite desta terça (2), quando fazia uma corrida no bairro Jardim das Hortênsias flagrou os carros já sem os adesivos escondidos em uma casa, onde estava entrando um dos sócios da autoescola. Ele tirou fotos e depois por volta das 22 horas recebeu ameaças desse sócio, que foi até a residência dele.

“Como eu tenho família, você também tem”, teria dito o suspeito. Com medo, ele procurou a delegacia na manhã desta quarta (3) para registrar um boletim de ocorrência. Ele disse que há entrou na Justiça para reaver o que foi investido na autoescola e afirmou que não teve culpa nos atrasos para que os alunos retirassem as CNHs.

Alvo de reclamações

O CFC (Centro de Formação de Condutores) foi proibido de contratar novos alunos, após receber uma segunda notificação do Procon/MS (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor de Mato Grosso do Sul) no dia 19 de fevereiro.

De acordo com o órgão, o local já havia sido autuado 15 dias antes e foi novamente notificado no dia 19, após o órgão estadual receber diversas denúncias de clientes.

Na nova visita, foi constatado que o CFC não praticava a comunicação essencial, demorava na prestação de serviços previamente pagos e acordados, tinha vantagem manifestamente excessiva, praticava precificação imprecisa e publicidade enganosa.

Fechamento

autoescola então encerrou as atividades depois de sofrer bloqueio administrativo do Detran-MS. A empresa possui cerca de 1,3 mil alunos. No dia 26 de fevereiro, após a notificação do Detran, a autoescola emitiu comunicado aos clientes. “Nossa equipe administrativa estará dando o suporte necessário a todos os clientes para garantir a completa prestação dos serviços contratados, a fim de que ninguém seja prejudicado”, dizia a nota.

Jornal Midiamax