Polícia

Dark Card: Operação não encontra dois alvos de prisão por receberem sem prestar serviço em MS

Dois ex-servidores de prefeitura tiveram prisão preventiva decretada, mas já estão presos por operações anteriores

Danielle Errobidarte Publicado em 30/11/2021, às 11h30

Mandados foram cumpridos em condomínio de luxo na Capital.
Mandados foram cumpridos em condomínio de luxo na Capital. - (Foto: Henrique Arakaki - Jornal Midiamax)

A 3ª fase da Operação Dark Card, deflagrada pela Polícia Civil de Rio Brilhante,com apoio do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) nesta terça-feira (30), tinha como alvo dois empresários acusados de desvio de verba pública por meio de uma oficina mecânica de Dourados, cidade a 225 quilômetros da Capital.

Outros dois servidores do município de Rio Brilhante, a 158 quilômetros de Campo Grande, tiveram a prisão preventiva decretada. Contudo, eles já estão presos, pois foram alvos de operações anteriores.

Os dois empresários, responsáveis pela oficina, não foram localizados e permanecem sendo procurados. As investigações apuraram que a oficina recebia dinheiro da Prefeitura para prestar serviços mecânicos e comprar peças, mas estes nunca foram entregues. Em quatro meses, foram gastos R$ 400 mil dos cofres públicos de Rio Brilhante.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca, sendo três em Dourados, três em Campo Grande e um em Maracaju. Computadores e documentos foram apreendidos pelos policiais.

Participaram da operação, além do Dracco, as delegacias de Nova Alvorada do Sul e Maracaju, além do SIG (Setor de Investigações Gerais) de Dourados, com um total de 40 policiais.

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Empresários eram donos de oficina mecânica. (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

Condomínio de luxo

Policiais do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) cumpriram mandados na manhã de hoje (30) em um condomínio de luxo, em Campo Grande, na deflagração da terceira fase da Operação Dark Card.

Logo cedo, os policiais foram até um prédio que fica próximo ao Shopping Campo Grande, e outra equipe estava no condomínio de luxo Alphaville II. Na segunda fase, um ex-funcionário da prefeitura de Nova Alvorada do Sul e um empresário foram presos no dia 14 outubro deste ano.

A prisão do empresário, alvo da operação, aconteceu em Campo Grande, em um apartamento próximo ao shopping. A primeira fase da operação aconteceu no dia 30 de setembro.

Foram cumpridos dois mandados de prisão, além do sequestro de bens, com apreensão de veículos, joias e bloqueio das contas bancárias. Foi descoberto um desvio de R$ 1 milhão e 400 mil da prefeitura de Nova Alvorada do Sul, com abastecimentos simulados, em 2020, e de R$ 330 mil em três meses deste ano, na prefeitura de Rio Brilhante.

O esquema

Os cartões eram passados reiteradamente sem que houvesse qualquer abastecimento, o que foi confirmado durante a investigação com a análise do rastreador da frota veicular de Nova Alvorada do Sul, a qual não percorreu o percurso necessário para consumir o combustível pago pela prefeitura. 

Também foi verificado pelos extratos dos gastos com a frota que eram inconsistentes de algumas secretarias com o cartão genérico, ficando constatado o prejuízo de R$ 1,4 milhão de reais aos cofres públicos. 

Primeira fase

Na primeira fase, já haviam sido cumpridos três mandados de prisão em Rio Brilhante, onde foi constatado um prejuízo de mais de R$ 1,8 milhão, nas duas prefeituras. Foi representada pela prisão preventiva dos suspeitos, busca domiciliar e indisponibilidade dos bens para ressarcir o erário, sendo todas as medidas deferidas judicialmente. 

Jornal Midiamax