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Polícia investiga se animais carbonizados sofreram maus-tratos ou crime ambiental

Animais foram encontrados em terreno conhecido como local de descarte irregular

Gabriel Neves Publicado em 23/09/2021, às 11h06

Imagem ilustrativa
Imagem ilustrativa - (Foto: Divulgação)

Com a investigação ainda em andamento, a Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista) acredita que os animais encontrados carbonizados na tarde desta quarta-feira (22), em Campo Grande, seja um caso de crime ambiental e não de maus-tratos.

Ao todo, foram encontrados 11 animais em um terreno baldio, já conhecido pelos moradores da região e utilizado de forma irregular como local de descarte. Para o delegado da Decat, Maércio Alves Barbosa, existem indícios de que a ação se trate de um crime ambiental, mas a possibilidade de maus-tratos não é descartada.

Entre os 11 animais encontrados, 10 estavam carbonizados. “Acreditamos que os animais tenham falecido em outros locais e então descartados de forma irregular no terreno”, explica Barbosa. Para o delegado, após o descarte, o local foi incendiado por algum morador e os corpos dos animais acabaram atingidos. Mesmo com duas possibilidades investigadas, Barbosa reforça que ambas se tratam de crimes, “mesmo que não tenham ocorrido maus-tratos, ou seja, apenas o descarte, isso ainda é crime de poluição”.

“Quando morre um animal, a pessoa deve dar um encaminhamento para esse corpo, sabemos que lá é um local de descarte de resíduos, provavelmente alguém também estava utilizando o terreno para descartar os corpos”, explica o delegado. “Vamos identificar se os maus-tratos ocorreram ou não, e vamos coibir. Identificar o autor para inibir essa conduta”, finalizou.

Para crimes de maus-tratos com animais, a pena prevista é de 2 a 5 anos de reclusão, já para o crime de poluição, a reclusão é de 1 a 4 anos, além de multa.

Jornal Midiamax