Polícia

Correios apuram apreensão milionária e ‘descartam’ ligação de funcionários

Empresa afirma que fiscalização feita pela PRF faz parte da rotina operacional

Renan Nucci Publicado em 23/04/2021, às 17h26

Carregamento apreendido pelos agentes da PRF
Carregamento apreendido pelos agentes da PRF - Divulgação

Os Correios em Mato Grosso do Sul investigam as circunstâncias da apreensão de um caminhão que presta serviços à empresa, ocorrida na quinta-feira (22), na rodovia BR-463, entre Dourados e Ponta Porã. O veículo estava com aproximadamente R$ 4 milhões em mercadorias, dentre as quais boa parte estava sem comprovação de origem, o que caracterizava descaminho.

Conforme já noticiado, a apreensão foi realizada pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) e Receita Federal. O motorista, na ocasião, ao ser abordado, alegou que havia carregado em Ponta Porã, mas que não era responsável pelas mercadorias, já que sua única função era dirigir. Por meio de nota, os Correios informaram que os objetos postais liberados pela Receita seguiram o fluxo postal normalmente.

Além disso, pontuou que executa as postagens das encomendas exigindo a apresentação de notas fiscais e declaração de conteúdo, que são de inteira responsabilidade do remetente. “Vale ressaltar que, em atendimento ao sigilo postal previsto em lei, o objeto postado é inviolável. Por essa razão, a empresa e a Receita Federal trabalham em conjunto, para identificar objetos com suspeita de portarem notas fiscais e declarações falsas, cabendo ao ente fiscalizador competente realizar a análise dos objetos”, disse em nota.

A empresa afirmou ainda dispor de métodos de monitoramento que são aprimorados, periodicamente, com base em informações apresentadas pelos órgãos de segurança, e que as operações de combate ao descaminho são rotineiras no fluxo postal. 

“A abordagem ocorrida ao caminhão da empresa - que fazia de forma regular o transporte dos objetos postados nas cidades citadas -, faz parte desse tipo de rotina de fiscalização. 

Não há indícios de envolvimento de empregados em alguma circunstância suspeita. A empresa segue apurando internamente para tomar as medidas cabíveis, se necessário”.

Jornal Midiamax