Polícia

Comparsa de mulher que matou homem e enterrou em quintal ganha liberdade

Mulher disse que matou Justino para defender pai de briga

Thatiana Melo Publicado em 03/08/2021, às 08h58

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Corpo estava escondido na residência - (Divulgação)

A Justiça de Mato Grosso do Sul concedeu, em audiência de custódia, no fim da tarde desta segunda-feira (2), liberdade ao comparsa de 36 anos, de uma mulher, de 48 anos, que matou Justino Morale e enterrou o corpo no quintal de casa, na cidade de Sidrolândia, a 70 quilômetros de Campo Grande.

O casal foi preso no domingo (1º), e o magistrado determinou, nesta segunda-feira (2), que a mulher tivesse a prisão preventiva decretada e o homem a liberdade concedida. A polícia recebeu a denúncia no sábado (31), de que poderia haver uma pessoa enterrada em uma casa na Rua Tomás da Silva França, no bairro São Bento. 

No local, os policiais conversaram com os moradores, entre eles o homem de 36 anos, e foram informados que a mulher, principal suspeita do crime, estava em uma residência no assentamento Jatobá. Ela foi encontrada pelos militares e disse que matou Justino para supostamente defender o pai, após uma desavença ocorrida durante bebedeira há aproximadamente 1 ano. 

Quando aconteceu o crime, o grupo consumia bebidas alcoólicas no imóvel em Sidrolândia, oportunidade em que Justino e o pai da mulher se desentenderam. Justino teria se armado com uma faca e avançado contra o homem. Para defender o pai das agressões, a mulher teria atacado Justino com vários golpes de martelo na cabeça, matando-o. Com ajuda do homem de 36 anos, cavaram uma cova e enterraram o corpo.

A informação é de que existia um certo grau de parentesco entre a vítima e os autores, tanto que eles moravam juntos na mesma residência onde tudo ocorreu. O caso só foi descoberto porque outros parentes de Justino passaram a questionar a mulher sobre o desaparecimento dele, mas ela sempre alegava que o mesmo tinha saído para ir trabalhar em uma propriedade rural.

Jornal Midiamax