Polícia

Com julgamento se aproximando, juiz nega pedido para prender patrão acusado de matar funcionário em borracharia

MPMS solicitou a prisão preventiva a fim de garantir a manutenção da ordem de pública

Renan Nucci Publicado em 28/06/2021, às 14h23

Local onde a vítima foi morta a tiros em 2015
Local onde a vítima foi morta a tiros em 2015 - Arquivo

O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, negou pedido de prisão preventiva a José da Costa, dono de uma borracharia acusado de matar o funcionário Gultierres Brites Lima, de 18 anos, em 2015. O julgamento do réu está marcado para o próximo dia 19 de agosto, às 8 horas.

O MPMS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) recorreu pedindo que José fosse preso, para garantir a ordem pública. No entanto, o magistrado entendeu que o réu vem respondendo em liberdade durante todo o processo e que neste período, compareceu a todos os atos pelos quais foi intimado.

“[...] não havendo notícias do descumprimento das medidas cautelares a ele impostas.Desta feita, não há elementos que indiquem a necessidade de prisão preventiva do acusado.Diante Do exposto,indefiro o requerimento de decretação de prisão preventiva do pronunciado”, disse o juiz.

Conforme denúncia do Ministério Público Estadual, os fatos ocorreram na Rua Abrão Anache, no Jardim Anache, em novembro de 2015. No local José atirou contra o jovem, se aproximando sem que fosse percebido e atirando de surpresa. Por este motivo, foi denunciado pelo homicídio qualificado por motivo fútil e por meio que dificultou a defesa da vítima, e porte de arma.

Gultierres foi morto com tiros no rosto e no tórax. Na ocasião do crime, testemunhas relataram à polícia que patrão e funcionário discutiam frequentemente por banalidades. A vítima era funcionária da borracharia e morava em uma quitinete aos fundos. O irmão tentou intervir no momento da discussão, mas não foi capaz de impedir que o rapaz fosse baleado.

Jornal Midiamax