Polícia

Carro que teria sido usado por assassino de artista plástica é encontrado em Campo Grande

Dono do carro foi detido por tráfico de drogas

Thatiana Melo Publicado em 14/05/2021, às 10h02

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Um servente de pedreiro de 30 anos foi detido e levado para a delegacia depois que o veículo Volkswagen Gol, de cor bege, foi localizado por investigadores da Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos), no bairro Nova Lima, em Campo Grande, nesta quinta-feira (13). O carro teria sido usado para dar suporte aos bandidos acusados da morte da artista plástica Catarina Marquesi Moreira de 72 anos.

Os investigadores através de imagens de câmeras de segurança e por testemunhas identificaram o carro que havia dado suporte para os possíveis assassinos da artista plástica. Com informações de que o veículo estaria na região norte da cidade, os policiais foram até o local e encontraram o veículo, que estava com o servente.

Ele disse que teria emprestado o carro na semana anterior para duas pessoas que teriam se interessado em comprar o veículo passando o dia todo com o carro para fazer um teste drive devolvendo-o no fim do dia. No Gol foram localizados algumas porções de maconha, que o servente disse que poderia ser dos possíveis compradores já que não usaria droga. Ele acabou preso por tráfico de drogas.

O servente ainda contou que o carro não tranca e fica parado em frente de sua casa, e que podem ter aberto o veículo e colocado a maconha no veículo.

Catarina estava em casa, no Monte Castelo, quando foi surpreendida pelo assaltante e tentou se esconder, mas foi amarrada, agredida com pelo menos um soco no rosto e não resistiu ao ferimento. Ao entrar na casa, o bandido chutou e arrombou a porta de entrada do ateliê. Neste momento, teria começado a revirar os quadros, possivelmente em busca de algum cofre escondido no local. Foi quando a vítima Catarina entrou no ateliê.

Acredita-se que a artista tenha tentado se esconder em um cômodo, que também teve a porta arrombada pelo bandido. Depois, a vítima foi amarrada, com as mãos para trás. Tanto os pulsos quanto as pernas foram amarrados, e a idosa ainda foi agredida com pelo menos um soco na região da boca.

Marido estava na casa

Também de acordo com o delegado Salomão, o marido da vítima, um idoso de 74 anos, estava no andar de cima da residência. A autoridade policial relatou que o casal tinha uma rotina e que não descarta, mas também não acredita que algum familiar esteja envolvido no crime. O marido de Catarina tem problemas auditivos e não teria ouvido ou presenciado o caso. O delegado chegou a conversar com o idoso no local e pode confirmar o problema na audição da testemunha.

Ele ainda foi quem encontrou a vítima, conforme o delegado. Ao encontrar a esposa, que ainda agonizava, o idoso tentou ligar para o filho, mas não conseguiu, pois estava muito nervoso e em choque. Ele então conseguiu depois ligar para o genro, que foi ao local com a filha de Catarina. Eles acionaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas a vítima não resistiu ao ferimento.

Vizinhos relataram à polícia que vários roubos e furtos ocorreram na região nos últimos dias. O delegado confirmou ainda que há usuários de drogas na região e também não é descartado que possam ser os responsáveis pelo crime. A família ainda avalia o que foi levado da residência, mas o casal não tinha objetos de grande valor ou luxuosos e, apesar de uma vida financeira estável, também vivia de maneira simples.

Jornal Midiamax