Polícia

Caminhoneiro aliciado por quadrilha na fronteira pega 9 anos de prisão

Caminhoneiro aliciado por quadrilha que atua no narcotráfico da região de fronteira foi condenado a 9 anos de prisão, inicialmente em regime fechado. A pena foi imputada pela 1ª Vara Federal de Ponta Porã e publicada na edição desta quinta-feira (4) do Diário Eletrônico de Justiça Nacional. Ele havia sido preso em novembro do ano […]

Danúbia Burema Publicado em 04/02/2021, às 08h04 - Atualizado às 08h19

Entrada de Ponta Porã. (Foto: Divulgação/Ponta Porã Informa)
Entrada de Ponta Porã. (Foto: Divulgação/Ponta Porã Informa) - Entrada de Ponta Porã. (Foto: Divulgação/Ponta Porã Informa)

Caminhoneiro aliciado por quadrilha que atua no narcotráfico da região de fronteira foi condenado a 9 anos de prisão, inicialmente em regime fechado. A pena foi imputada pela 1ª Vara Federal de Ponta Porã e publicada na edição desta quinta-feira (4) do Diário Eletrônico de Justiça Nacional.

Ele havia sido preso em novembro do ano passado, em Ponta Porã, com 890 quilos de maconha escondidos em uma carga de milho. Conforme a denúncia do MPF (Ministério Público Federal), o recrutamento do caminhoneiro foi feito por integrantes do narcotráfico.

A quadrilha atua sempre da mesma forma, na qual “caminhoneiros são frequentemente aliciados por elementos desta região de fronteira, envolvidos com o narcotráfico e que providenciam grandes cargas de drogas, sobretudo a maconha, beneficiando-se do fato de que a região de fronteira é marcadamente porosa e conta com reduzida vigilância”.

Ele contou que havia comprado recentemente um caminhão pela quantia de R$ 80 mil. Conforme o MPF, a aquisição de veículos também integra esquema criminoso da região. “Não raro motoristas de caminhão são instados, pelos mesmos fornecedores de drogas, a adquirirem veículos e os registrarem em seus próprios nomes, mesmo que não tenham condições reais de adquiri-los, a fim de dificultar a identificação das pessoas que os cooptam para realizar os serviços”, diz outro trecho da denúncia.

Mas, ao invés da grande quantia em dinheiro que receberia na entrega da mercadoria, ele acabou com pena de 9 anos e quatro meses de condenação, pelos crimes de transportar veículo conduzido entorpecente. Junto com ele, foi preso um homem que atuava como ‘batedor de pista’ para passagem da carga. Esse, por sua vez, possui forte ligação ao crime organizado, apontou o MPF. Com ele, foram apreendidos pistolas, inclusive com ‘kit rajada’, artefato bélico que transforma arma em automática e até fuzis de uso militar. Pela participação no transporte da droga ele foi condenado a 12 anos de reclusão. 

Jornal Midiamax