Polícia

Brasileiro é procurado por morte de fazendeiro e dois peões no Paraguai

Ele trabalhou com o pecuarista alemão e teria planejado o crime por vingança, após ser demitido há três anos

Marcos Morandi Publicado em 27/11/2021, às 06h03

Corpos foram encontrados na propriedade do fazendeiro, após familiares pagarem resgate
Corpos foram encontrados na propriedade do fazendeiro, após familiares pagarem resgate - Divulgação

Um brasileiro está sendo procurado pela Polícia Nacional do Paraguai como mandante dos assassinatos do fazendeiro Helmut Ediger Friesen e de outras duas pessoas. Cleomar Neves trabalhou na propriedade do alemão por nove anos e conhecia todos os movimentos da vítima.

Investigações dos policiais paraguaios revelam que o crime já estava sendo planejado há algum tempo como parte de uma vingança do ex-funcionário do pecuarista por ter sido demitido há três anos. Ele teria convencido outras pessoas a participarem do sequestro, que mesmo com pagamento de resgate terminou e triplo homicídio.

De acordo com o comissário César Silguero, chefe da Delegacia de Investigação Criminal, não há dúvidas de que o brasileiro liderou as execuções. Segundo ele, parte do dinheiro pago pela família do alemão estava com Alfredo Benítez, que foi preso na madrugada desta sexta-feira (26).

Esse suspeito conduziu os investigadores a uma casa em Santaní. No local os policiais encontraram dois plásticos enterrados no fundo do quintal, com mais de um bilhão de guaranis. Benítez negou estar envolvido no sequestro e triplo homicídio e garantiu que só encontrou a bolsa com o dinheiro na montanha.

Helmut e os funcionários Rolando Díaz González e Odair Dos Santos estavam desaparecidos desde a manhã de segunda (22), após terem sido sequestrados. Os corpos foram encontrados no fundo da extensa propriedade do alemão, que já havia sido vítima de um ataque em julho deste ano, quando teve os pés e as mãos amarrados.

Ainda segundo as investigações, os sequestradores, para pressionar os parentes a pagarem resgate de mais de dois bilhões de guaranis, estavam matando os reféns um a um. O pecuarista alemão foi o primeiro a ser executado, após levar um tiro na cabeça, à queima-roupa. Antes os agressores o fizeram se ajoelhar e ele foi amarrado. Odair Dos Santos faleceu de maneira semelhante. Já Rolando Díaz González foi ferido com uma faca na região do coração e no pescoço.

Jornal Midiamax