Polícia

Autores de duplo homicídio em aldeia indígena são condenados a 78 anos de prisão

Eles foram acusados por homicídio qualificado e estupro

Danielle Errobidarte Publicado em 28/04/2021, às 18h38

Autores foram presos em junho de 2019.
Autores foram presos em junho de 2019. - (Foto: Reprodução/ Adilson Domingues)

Os dois autores do homicídio de Rosilene Rosa Pedro, de 33 anos, e seu marido Osvaldo Ferreira, de 38, foram condenados a mais de 78 anos de prisão. A sentença foi proferida nesta terça-feira (27), em Dourados, distante 225km da Capital, cidade onde o crime ocorreu. O casal morava na Aldeia Bororó.

Os jurados entenderam que os crimes foram cometidos por meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas. O casal foi amarrado e o júri considerou que eles foram submetidos a sofrimento prolongado e desnecessário, com vários golpes de facão.

Sobre o homicídio de Osvaldo, os jurados também reconheceram a qualificadora de ter sido praticado para esconder outro crime, também de assassinato. Já na fase do inquérito policial, o delegado responsável pelo caso, Rodolfo Daltro, contou que Osvaldo teria visto um dos autores assassinar Felismar Benites Ortiz, de 28 anos, encontrado morto no dia 2 de junho de 2019.

Quanto à Rosilene, os jurados concordaram com a autoria de estupro para os acusados, cometido antes do assassinato. O juiz Eguiliell Ricardo da Silva condenou Gerson de Oliveira Aurelo a 45 anos, 7 meses e 15 dias de prisão, e Geovane da Silva Vasques a 33 anos, 7 meses e 15 dias de prisão, os dois em regime fechado.

Relembre o caso

Segundo os autos, Osvaldo estava ingerindo bebida alcoólica com os réus e os convidou para irem até sua residência para continuarem o consumo, onde  estavam Rosilene e o filho do casal, de 9 anos.

Após uma discussão, os autores agrediram Osvaldo e o mataram com golpes de faca. Além disso, violentaram sexualmente Rosilene e, em seguida, a esfaquearam no peito e também morta. O filho do casal conseguiu fugir da casa e avisar integrantes da aldeia, que acionaram a polícia.

Jornal Midiamax