Polícia

Após voltar à ativa, policial civil alvo da Omertà vai para setor administrativo

Foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (14) a nova designação para o policial civil Elvis Elir de Camargo. O investigador é lotado na 1ª Delegacia de Ponta Porã e foi preso na primeira fase da Operação Omertà, em setembro de 2019, mas está em liberdade. Na última segunda-feira (11), foi anunciada a […]

Renata Portela Publicado em 14/01/2021, às 12h23

(Foto: Renata Portela, Midiamax)
(Foto: Renata Portela, Midiamax) - (Foto: Renata Portela, Midiamax)

Foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (14) a nova designação para o policial civil Elvis Elir de Camargo. O investigador é lotado na 1ª Delegacia de Ponta Porã e foi preso na primeira fase da Operação Omertà, em setembro de 2019, mas está em liberdade.

Na última segunda-feira (11), foi anunciada a revogação do afastamento do policial, após ele ter sido posto em liberdade provisória pela justiça em outubro de 2020. Agora, conforme publicação assinada pelo delegado-geral em substituição legal, Adriano Garcia Geraldo, Elvis foi designado a tuar por 90 dias no Departamento de Recursos e Apoio Policial.

A publicação é datada do dia 12 e conta desde o dia 8 de janeiro. Na decisão que concedeu a liberdade do policial, o juiz estabeleceu medidas cautelares. O oficial não pode se ausentar da comarca por mais de 8 dias sem autorização, nem mudar de endereço sem prévia comunicação. Também deve comparecer a todos os atos do processo e nem pode manter contato com as testemunhas dos processos em que é réu.

Além disso, Elvis deve se recolher em casa entre as 20 horas e 6 horas durante a semana, além dos finais de semana e feriados durante todo o dia. Por 180 dias desde que foi solto ele permanecerá em monitoramento eletrônico por tornozeleira e, conforme o juiz, fica suspenso do exercício da função pública no que diz respeito à investigação ou uso de arma de fogo.

Omertà

A Operação Omertà teve a primeira fase deflagrada em setembro de 2019, para desarticular organização criminosa ligada a execuções em Campo Grande, liderada supostamente por Jamil Name e Jamil Name Filho.

A ação foi desencadeada pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Bancos, Assaltos e Sequestros) e Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público Estadual. A operação teve mais cinco fases e a última delas, Arca de Noé realizada recentemente, atingiu o jogo do bicho.

Além disso, na última ação em dezembro de 2020 foi feito o fechamento do Pantanal Cap.

Jornal Midiamax