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Polícia

Antes de ser morta, Maria Graziele contou que ex a trancou em casa por uma semana

Relato foi feito ao então namorado da vítima
Arquivo -

Após a defesa de Lucas Pergentino Câmara, de 27 anos, tentar absolvição do réu, acusado do assassinato da ex-namorada Maria Graziele Elias de Souza, de 21 anos, a acusação se manifestou contra o pedido. Na peça, depoimento do então atual namorado da vítima revela que ela tinha medo do ex e já tinha sido agredida por ele.

Na peça, o promotor de Justiça José Arturo Bobadilla registra requerimento de que o recurso da defesa seja conhecido, mas improvido, não merecendo reparo a decisão de pronúncia, do dia 6 de maio. Conforme apontado pela acusação, Lucas confessou o crime, extrajudicialmente, ao ser ouvido na delegacia.

Já no interrogatório, ele negou os fatos e chegou a dizer que depôs na DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio) sob tortura. No entanto, as filmagens mostram que não houve qualquer tipo de coação ou tortura pela autoridade policial. Inclusive Lucas teria dito que não sofreu violência.

Ciúmes e conduta agressiva

O promotor ainda expõe trechos de depoimentos de testemunhas na peça. A mãe da vítima teria relatado o relacionamento abusivo que a vítima vivia com Lucas. Isso, porque ele era muito ciumento e possessivo e, por isso, Maria Graziele teria terminado. Um outro familiar lembrou de ter flagrado Lucas agredindo a vítima e até mesmo tentando enforcar ela.

Já o então atual namorado de Graziele lembrou de momentos em que ela contou sobre o antigo relacionamento. A vítima teria contado que Lucas era muito ciumento, que tinha batido nela e que, certa vez, teria deixado a jovem trancada em casa sozinha por uma semana. Ela ainda era decidida quando dizia que não voltaria para o ex.

Com isso a acusação pontua que a sentença de pronúncia deve ser mantida, pelos próprios fundamentos. Agora é aguardada decisão do juiz, sobre manter ou não a pronúncia. A sentença é do juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. O magistrado pronunciou o réu pelo feminicídio qualificado pela asfixia, mediante traição. Também pela ocultação de cadáver.

Pedido de absolvição

O pedido de absolvição foi feito pela defesa nas alegações finais do caso. Para a defesa, “as testemunhas arroladas pela defesa e acusação corroboram plenamente para uma inequívoca conclusão: o réu deve ser impronunciado por ausência de indícios de autoria nos moldes do artigo 414, ou absolvê-lo nos ditames do artigo 415”.

Também foi feito pedido para que, caso Lucas não fosse absolvido, as qualificadoras como: emprego de asfixia, feminicidio e traição fossem derrubadas, já que o laudo pericial não teria mostrado com clareza que Graziele foi asfixiada. Mesmo assim, os pedidos não foram acatados.

Denúncia

Conforme a denúncia apresentada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Lucas e Maria Graziele conviveram maritalmente por aproximadamente 8 anos. No entanto, em abril deste ano estavam separados, embora Lucas tentasse incessantemente reatar. Além disso, há indícios que ele era muito ciumento e possessivo e monitorava todas as redes sociais da vítima.

Assim, depois de passarem a noite juntos, por volta das 14 horas do dia 14 de abril de 2020, Lucas buscou a vítima no serviço. Em seguida, foram para a casa dele, no Parque do Lageado, para comemorar o aniversário do réu. Com isso, os dois ficaram na residência e chegaram a ter relações sexuais.

Depois, ficaram deitados na cama conversando, momento em que Lucas começou a fazer carinho perto do pescoço de Graziele. Foi então que ela confessou que tinha medo que ele a matasse. Neste momento, Lucas disse “Então eu vou te matar” e deu um mata-leão na vítima, a colocou de bruços e asfixiou com o rosto no travesseiro.

Mesmo após a morte, Lucas foi até a casa da ex-sogra e fingiu que tinha combinado de encontrara a vítima ali. Só por volta das 22h30 ele voltou para casa, colocou o corpo de Graziele no carro e foi até a BR-262, onde deixou a vítima nas margens da estrada.

O crime foi descoberto após o corpo da vítima ser localizado por testemunhas. Mesmo assim Lucas ficou foragido e chegou até mesmo a ir ao velório de Maria Graziele. Ele acabou preso no dia 25 de abril por equipes da DEH (Delegacia Especializada de Homicídios).

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