Polícia

11 dias após crime, família ainda não sabe como garoto encontrado em freezer morreu

A família de José Eduardo Alves Gonçalves Rosa, de 15 anos, encontrado morto dentro do freezer na casa da avó, na Vila Adelina, em Campo Grande, no dia 11 deste mês ainda espera para saber o que causou a morte do adolescente. O corpo do garoto foi encontrado por um primo. Segundo o irmão de […]

Thatiana Melo Publicado em 21/01/2021, às 14h37 - Atualizado em 22/01/2021, às 07h25

(Henrique Arakaki, Midiamax)
(Henrique Arakaki, Midiamax) - (Henrique Arakaki, Midiamax)

A família de José Eduardo Alves Gonçalves Rosa, de 15 anos, encontrado morto dentro do freezer na casa da avó, na Vila Adelina, em Campo Grande, no dia 11 deste mês ainda espera para saber o que causou a morte do adolescente. O corpo do garoto foi encontrado por um primo.

Segundo o irmão de José, até agora a polícia ainda não disse o que teria causado a morte do adolescente, “cobrei os investigadores, mas não me responderam”. Leonardo falou que a delegada que está com o caso afirmou para ele, que teria de esperar o laudo necroscópico, que deve ficar pronto em 30 dias. A delegada que investiga a morte, Marília de Brito, mantém o caso em sigilo.

“Nunca vi isso, demorar tanto. Muito estranho”, disse Leonardo que espera para saber o que teria causado a morte do irmão. Tanto a família de José como a advogada que acompanha o caso falaram ao Jornal Midiamax, que o garoto não tinha envolvimento com drogas ou álcool, e que o adolescente era bastante tranquilo.

Antes de ser encontrado morto, José trocou mensagens com mãe onde dizia que ela era a rainha dele. Em conversas no WhatsApp, a mãe havia perguntado para José se estava tudo bem na casa da avó e em seguida disse que amava o filho. O adolescente respondeu ao questionamento da dona de casa afirmando que estava tudo bem, e em seguida responde a mãe por áudio, “Te amo, você é minha rainha”.

Depois dessa conversa no sábado (8), a mãe de José não conseguiu mais falar com o garoto, segundo a advogada da família Marcelle Peres Lopes.

A advogada disse que a família acredita que José tenha sido obrigado a entrar mediante ameaça no freezer, já que ele era um menino alto – 1,80 aproximadamente e 100 quilos- não sendo fácil carregá-lo.

Vídeo

No vídeo divulgado, o primo aparece saindo da casa ainda no domingo de manhã. Ele foi o último familiar a ver José ainda com vida, mas segundo a mãe do adolescente, ela não conversou com ele para saber o que pode ter ocorrido. Para a polícia e a família, este primo não é suspeito do crime.

No dia seguinte, na segunda-feira (11), a mãe de José teria ido até a casa da avó acompanhada de um sobrinho, que mora em Campo Grande. O portão estava trancado e ela pediu que ele pulasse o muro. Foi então que ele encontrou o adolescente morto, só de cueca, sentado dentro do freezer que estava desligado.

Jornal Midiamax