Polícia

Suspeito de envolvimento no sumiço da esposa tem prisão temporária prorrogada

O juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, decretou por mais 30 dias a prisão temporária de Rômulo Rodrigues Dias, de 33 anos, preso por suspeita do assassinato da mulher Graziela Pinheiro Rubiano, que está desaparecida desde o dia 5 de abril. Durante seus depoimentos, ele apresentou […]

Renan Nucci Publicado em 18/05/2020, às 18h49 - Atualizado em 19/05/2020, às 08h34

Estudante está desaparecida há mais de um mês. Imagem: Divulgação, Facebook
Estudante está desaparecida há mais de um mês. Imagem: Divulgação, Facebook - Estudante está desaparecida há mais de um mês. Imagem: Divulgação, Facebook

O juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, decretou por mais 30 dias a prisão temporária de Rômulo Rodrigues Dias, de 33 anos, preso por suspeita do assassinato da mulher Graziela Pinheiro Rubiano, que está desaparecida desde o dia 5 de abril. Durante seus depoimentos, ele apresentou três versões diferentes à polícia e se tornou o principal suspeito pelo desaparecimento da estudante. 

Ele havia sido preso pela DEH (Delegacia Especializada de Homicídios) no dia 19 de abril, ocasião em que a autoridade policial representou pela prisão temporária por 30 dias, pedido que foi deferido pelo juiz Carlos Alberto Garcete. Como estava na véspera de vencer o prazo, a polícia acionou o judiciário e o magistrado Aluízio prorrogou o prazo.

Rômulo contou que no dia do desaparecimento, teria ido com a esposa até o Balneário Atlântico, onde o casal tem um loteamento e está construindo. Nesse dia, Graziela teria pulado em um lago – segundo o marido -, o que posteriormente gerou uma briga entre o casal, pois Rômulo teria levado uma bronca do porteiro.

O marido ainda revela que após a briga, Graziela saiu rumo ao lago e não retornou mais. Ele relata que ficou na cozinha terminando a construção e como ela não retornou, foi embora para casa. No dia seguinte, como trabalham na mesma empresa, Rômulo levou chave, uniforme e entregou ao chefe dizendo que Graziela não voltaria mais.

Em uma segunda versão, o marido mantém a mesma história do loteamento, mas muda um trecho. Ele afirma que entrou junto no lago e quando saíram, uma mulher homossexual teria aparecido no local e perguntado se Graziela morava alí. O marido responde que sim, então essa mulher passa a xingar Graziela fazendo acusações de que a estudante teria um caso extraconjugal com a companheira dela, também mostra um vídeo para Rômulo, em que a esposa se masturbava.

Segundo Rômulo, o casal brigou após ele questionar sobre o vídeo, sendo que Graziela ficou com vergonha e saiu rumo ao lago. Graziela não levou os pertences pessoais, também deixou carro, moto e o terreno que pertenceria ao casal.

Jornal Midiamax