Polícia

Sem solução: 5 anos depois, denunciado por homicídio em Campo Grande é absolvido

Alberto Souza dos Santos, de 36 anos, foi condenado no processo pelo homicídio de Lyniker de Castro Figueiredo, 21 anos, enquanto o suposto comparsa Kauê Santos foi absolvido. O crime aconteceu em 13 de abril de 2015, em uma residência no Guanandi e o réu responderá apenas pelo porte ilegal de arma de fogo. A […]

Renata Portela Publicado em 01/12/2020, às 14h12 - Atualizado às 14h13

Crime aconteceu em 2015 (Arquivo)
Crime aconteceu em 2015 (Arquivo) - Crime aconteceu em 2015 (Arquivo)

Alberto Souza dos Santos, de 36 anos, foi condenado no processo pelo homicídio de Lyniker de Castro Figueiredo, 21 anos, enquanto o suposto comparsa Kauê Santos foi absolvido. O crime aconteceu em 13 de abril de 2015, em uma residência no Guanandi e o réu responderá apenas pelo porte ilegal de arma de fogo.

A denúncia aponta que Lyniker estava morando temporariamente na casa de um amigo, onde ocorreu o crime. Naquele dia, tal amigo estava sentado na frente da residência, quando percebeu os suspeitos se aproximando, com armas de fogo em mãos. Ele se escondeu e a dupla invadiu o local.

Em seguida, Alberto deu uma ‘gravata’ em Lyniker, além de coronhadas com a arma de fogo. Após imobilizarem a vítima, Kauê teria feito o disparo que atingiu a cabeça do rapaz, que morreu no local. Na época foi apurado que Alberto portava um revólver e Kauê tinha uma pistola.

Autoria do crime

Conforme a sentença, não foi possível identificar elementos suficientes que demonstrassem que Kauê era o autor do homicídio. No decorrer do processo, a acusação chegou a pugnar pela impronúncia do réu, inicialmente apontado como o autor do disparo. Com isso, ele acabou absolvido.

Já sobre Alberto, restou o porte ilegal de arma de fogo, que ele mesmo confessou ter levado até a casa onde ocorreu o homicídio. Com isso, o magistrado Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, entendeu que por este crime ele deve ser condenado.

Por fim, Kauê foi absolvido pelo porte de arma, enquanto Alberto foi condenado por tal crime, a 2 anos de reclusão e pagamento de 10 dias-multa. Por não haver necessidade de que fique preso preventivamente, ele responderá em liberdade.

Jornal Midiamax