Polícia

Quadrilha especializada que lavou mais de R$ 90 milhões é alvo da Polícia Federal em MS

Nesta quarta-feira (17), a Polícia Federal realiza a Operação Hipócrates, com cumprimento de mandados em Corumbá, a 444 quilômetros de Campo Grande. A ação mira uma quadrilha especializada em lavagem de dinheiro que, em quatro anos, movimentou mais de R$ 90 milhões. Segundo as informações da PF, são cumpridos 5 mandados de prisão preventiva e […]

Renata Portela Publicado em 17/06/2020, às 09h05 - Atualizado às 17h08

Foram cumpridos 10 mandados na Operação Hipócrates | Foto: Polícia Federal | Divulgação
Foram cumpridos 10 mandados na Operação Hipócrates | Foto: Polícia Federal | Divulgação - Foram cumpridos 10 mandados na Operação Hipócrates | Foto: Polícia Federal | Divulgação

Nesta quarta-feira (17), a Polícia Federal realiza a Operação Hipócrates, com cumprimento de mandados em Corumbá, a 444 quilômetros de Campo Grande. A ação mira uma quadrilha especializada em lavagem de dinheiro que, em quatro anos, movimentou mais de R$ 90 milhões.

Segundo as informações da PF, são cumpridos 5 mandados de prisão preventiva e 5 de busca e apreensão. Também foram realizados sequestro de bens móveis e imóveis, bloqueio de contas e suspensão da atividade econômica das empresas dos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 3ª Vara Federal de Campo Grande.

Durante as investigações, a Polícia Federal, com apoio da Receita Federal, identificou um grupo de pessoas especializadas em lavagem de dinheiro. Os alvos da operação faziam saques em agências bancárias em Corumbá e, em seguida, levavam o dinheiro até a Bolívia. No país vizinho, os investigados depositavam os valores em casas de câmbio de Puerto Quijarro e Puerto Suarez.

Com isso, a PF ainda apurou que o esquema criminoso movimentou, em quatro anos, mais de R$ 90 milhões. A operação descobriu, ainda, que os investigados constituíram diversas empresas de fachada, com a finalidade de movimentar recursos provenientes de crimes diversos, como tráfico de drogas e peculato.

Os investigados poderão responder pelos crimes de evasão de divisas (Art. 22, parágrafo único, da Lei nº 7.492/86), lavagem de capitais (Art. 1º, caput, da Lei nº 9.613/98) e organização criminosa (Art. 2º, caput, da Lei nº 12.850/13), cujas penas somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão.

A operação foi denominada “Hipócrates” em referência ao filósofo grego pai da medicina, uma vez que o envio de dinheiro para estudantes brasileiros de medicina na Bolívia era utilizado como justificativa para a remessa ilegal dos valores ao país vizinho. A PF afirma que a operação de hoje reitera que a atual pandemia não afetou as investigações e ações da instituição, principalmente na repressão aos crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas nas regiões de fronteira.

Jornal Midiamax