Polícia

Preso na Lava Jato, doleiro que agia na fronteira em MS vai para a casa

Conhecido como o ‘doleiro dos doleiros’, Dario Messer, preso em desdobramentos da Operação Lava Jato e que agia na fronteira com o Paraguai, em Mato Grosso do Sul, foi beneficiado com prisão preventiva domiciliar. Conforme decisão do ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), o réu tem mais de 60 anos […]

Renan Nucci Publicado em 07/04/2020, às 15h18

Doleiro Dário Messer, preso durante a Operação Patrón
Doleiro Dário Messer, preso durante a Operação Patrón - Doleiro Dário Messer, preso durante a Operação Patrón

Conhecido como o ‘doleiro dos doleiros’, Dario Messer, preso em desdobramentos da Operação Lava Jato e que agia na fronteira com o Paraguai, em Mato Grosso do Sul, foi beneficiado com prisão preventiva domiciliar. Conforme decisão do ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), o réu tem mais de 60 anos e faz parte do grupo de risco de contaminação do coronavírus (Covid-19).

Por este motivo, foi liberado para ficar em casa durante o período de quarentena em face da pandemia e terá que usar tornozeleira eletrônica. Ele está preso preventivamente desde julho de 2019, em decorrência da Operação Patrón, continuação da Lava Jato. O Ministério Público Federal o acusa de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, pois teria recebido dólares no exterior pela venda ilegal de pedras preciosas e semipreciosas, além de manter contabilidade paralela à oficial.

Messer também foi denunciado em outra ação pelos supostos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionados a delitos praticados pelo ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, investigados nas operações Eficiência e Câmbio Desligo. Messer tinha conexões com contrabandistas de Ponta Porã e com o ex-presidente do Paraguai, Horácio Cartes, dono de distribuidoras de cigarro no país vizinho.

Em outubro de 2019, o ministro Reynaldo negou pedido de liminar em habeas corpus feito pela defesa de Messer. À época, o ministro considerou que a fuga do réu justificava a manutenção da prisão preventiva, como forma de garantir a aplicação da lei penal.

Com a pandemia do novo coronavírus em andamento, a defesa pediu reconsideração da decisão, alegando que ele tem 61 anos, é hipertenso e tabagista, e foi submetido a procedimento cirúrgico para a retirada de melanomas. Ainda segundo a defesa, em março, o réu esteve internado em hospital que registrou casos de Covid-19 entre membros da equipe médica.

Jornal Midiamax