Polícia

Preso em operação contra o PCC em Campo Grande já foi salvo de tribunal do crime

Preso em flagrante na segunda (15), durante operação que cumpria mandados a partir da investigação de um tribunal do crime, o ‘Professor’, de 34 anos, já tinha sido salvo do próprio julgamento em março deste ano. Na ocasião, policiais do Choque chegaram na casa onde ele estava e um jovem de 19 anos foi preso. […]

Renata Portela Publicado em 16/06/2020, às 10h02 - Atualizado em 17/06/2020, às 08h42

Foto divulgada no dia em que 'Professor' foi liberado do tribunal do crime (Divulgação, PMMS)
Foto divulgada no dia em que 'Professor' foi liberado do tribunal do crime (Divulgação, PMMS) - Foto divulgada no dia em que 'Professor' foi liberado do tribunal do crime (Divulgação, PMMS)

Preso em flagrante na segunda (15), durante operação que cumpria mandados a partir da investigação de um tribunal do crime, o ‘Professor’, de 34 anos, já tinha sido salvo do próprio julgamento em março deste ano. Na ocasião, policiais do Choque chegaram na casa onde ele estava e um jovem de 19 anos foi preso.

No dia 23 de março, por volta das 6 horas, policiais do Batalhão de Choque faziam rondas pela Rua Solon Padilha, no Núcleo Industrial. Em determinado momento, viram um grupo de pessoas na frente de um barraco, que se dispersaram. O jovem de 19 anos acabou detido no local em flagrante, com uma arma de fogo calibre 32.

No dia, ele alegou que estava ali apenas usando drogas, foi detido em flagrante pelo porte irregular da arma e solto mediante fiança na audiência de custódia. Já na segunda-feira, ele foi preso novamente. Desta vez, foi detido em flagrante por tráfico de drogas durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua casa.

Ele acabou revelando que é disciplina do PCC (Primeiro Comando da Capital). Ainda mais, confessou que naquele dia 23 de março participava de um tribunal do crime quando os militares do Choque chegaram e acabaram ‘salvando’ o réu, o ‘Professor’.

Mesmo assim, o tal ‘Professor’ também foi um dos detidos durante a ação da DEH (Delegacia Especializada de Homicídios). Ele foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo. O Jornal Midiamax apurou que, em março, ele era julgado pelo PCC sob suspeita de trair a facção, com suposta intenção de integrar uma facção rival.

Cumprimento de mandados

Na segunda-feira, com apoio da Defurv (Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos) e Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e à Juventude), policiais da DEH cumpriram mandados expedidos a partir das investigações de um desaparecimento.

Sandro Lucas de Oliveira, 24 anos, desapareceu em dezembro de 2019, na Vila Popular. Para a polícia, ele foi mais uma vítima do tribunal do crime. O corpo nunca foi encontrado, mas as investigações levaram à identificação de membros da facção criminosa, alvos da ação nesta segunda.

Ao todo foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, quatro de prisão temporária e um de busca e apreensão de adolescente. Outras três pessoas que não eram alvos imediatos foram presas em flagrante por tráfico de drogas, sendo que duas eram foragidas do sistema penitenciário.

O saldo final da operação foi de 8 pessoas capturadas, sendo um adolescente de 17 anos, cinco homens de 34, 20, 19, 37 e 42 anos, e duas mulheres, de 21 e 22 anos. O objetivo é colher informações a respeito do desaparecimento de Sandro, que foi visto pela última vez no dia 8 de dezembro de 2019.

Jornal Midiamax